O presidente do Sindicato dos Policiais do estado do Piauí, Cristiano Ribeiro, rebateu as informações contidas na carta aberta enviada pelo Sindicato do Delegado de Polícia Civil de Carreira do Estado do Piauí (Sindepol), nesta sexta-feira (05), a sociedade piauiense.
Cristiano iniciou falando da legalidade do Movimento Polícia Legal. “O Movimento foi deliberado em assembleia e no início saiu uma liminar não autorizando o movimento, mas depois de juntarmos provas e provarmos a ineficiência de alguns delegados na apuração de algumas ações crimes, na execução de algumas tarefas e de mostrarmos a real situação da Polícia Civil o desembargador revogou a decisão e afirmou que o movimento era legal e que os delegados é que não estavam desempenhando o seu papel”, afirmou.
Cristiano ainda afirmou que acredita sim que em alguns casos há divergência entre delegados e agentes por questões salariais, mas esse não é o caso do movimento e que o mesmo busca sim mostrar também a falta de compromisso de alguns delegados de acordo com ele o número de crimes de 01 de janeiro até agora é de 5. 363 e que os delegados abriram apenas 110 ações.
Veja abaixo a carta do Sindepol
CARTA ABERTA À SOCIEDADE PIAUIENSE
O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil de Carreira do Estado do Piauí – SINDEPOL vem a público esclarecer que até o presente momento não havia comentado as notícias, reportagens e entrevistas veiculadas pelo Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Piaui - SINPOLPI, por meio da imprensa, por entender que os seus pleitos estavam relacionados a uma negociação salarial, junto ao Governo do Estado do Piauí, não sendo razoável, de nossa parte, interferir em negociação de outra carreira, como de fato nunca fizemos.
Todavia, diante dos últimos acontecimentos, temos a noticiar que lamentamos profundamente que a estratégia utilizada pelos Agentes e Escrivães de Polícia Civil para a sua negociação salarial tenha desvirtuado de seu foco, e agora passa a denegrir, sem motivo aparente, os Delegados de Polícia, fazendo-os parecer, perante a sociedade, como os principais responsáveis pela falta de estrutura da Polícia e pela omissão na instauração de procedimentos policiais.
Ainda nesse diapasão, ressalte-se que referidos policiais recusaram a última proposta oferecida pelo Governo, de um aumento salarial em torno de 90%, equivalente a um salário aproximado de R$ 7.000,00, (sete mil reais). No Estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, um policial que executa o mesmo trabalho que um agente ou escrivão do Piauí tem um rendimento mensal de R$ 3.782,59 (três mil setecentos e oitenta e dois reais e cinquenta e nove centavos).
Cabe, portanto, acentuar que Delegados, Agentes e Escrivães, são carreiras distintas, tendo cada uma, seu grau de importância, mas, que por lei, possuem atribuições diferentes, cabendo a todas, proporcionar segurança e tranquilidade à sociedade, destacando ainda que os delegados correspondem a uma das carreiras jurídicas do Estado.
Contudo, infelizmente, a atitude de uma pequena parcela de policiais, que pregam o MOVIMENTO POLICIAL LEGAL, ora conduzido pelo SINPOLPI, pois, frise-se temos policiais comprometidos que não fazem parte de tal movimento e nem concordam com a postura adotada pelo referido sindicato, está sim prejudicando a sociedade em geral, por vários motivos.
Tal prejuízo ocorre sempre que há uma injustificada recusa em registrar boletins de ocorrência, mesmo já havendo parecer da Corregedoria de Polícia Civil, no sentido da não necessidade da presença do Delegado para um simples registro, seja quando não dão cumprimento às ordens de missão, alegando motivos diversos, atrasando assim as investigações; seja diante de outras injustificáveis recusas.
Tudo isso é pregado por citado movimento, sob a argumentação de cumprimento à “legalidade”, todavia, em sua essência tem a conotação de reivindicação salarial e utilizam esses meios como forma de pressionar e obstacularizar a boa prestação do serviço público.
Também, acrescente-se a dificuldade dos Delegados em atender a grande demanda, diante do ínfimo contingente policial diário, sendo que, insensíveis a isso, existe a relutância de alguns policiais em deixar os respectivos plantões, mesmo tendo esses, já demonstrado, suas ineficiências do ponto de vista investigativo.
Eis que tais policiais, que poderiam estar a serviço da população todos os dias, estão na verdade em regime de plantão, em que trabalham 01 (um) dia e folgam 03 (três), e ao mês perfazem, no máximo, 8 (oito) plantões, e ainda assim, recebem adicionais noturnos e extraordinários.
Saliente-se que o contrário não ocorre, pois, a maioria esmagadora de Delegados trabalha no regime diário, estando todos os dias nas delegacias, fazendo audiências, oitivas, presidindo procedimentos policiais, cumprindo seus horários, realizando vários outros afazeres funcionais e ainda os de gestor, ou seja, bem atendendo a população, e ainda assim, ficam de sobreavisos em seus horários de folga, participam de operações, reforçam os plantões na Central de Flagrantes, devido à necessidade e demanda.
Por fim, deve-se frisar que somente nos cinco primeiros meses do ano de 2013 foram instaurados mais de 2.500 procedimentos policiais, e mais de 1.300 pessoas foram autuadas em flagrante delito pela Central de Flagrantes, apenas na cidade de Teresina. Isso demonstra o compromisso dos nossos Delegados plantonistas, bem como o valoroso e reconhecido trabalho dos Delegados do interior que atendem a várias comarcas simultaneamente.
Os Delegados de Polícia Civil afirmam nesse ato o seu compromisso com a sociedade, de desempenhar sua função com observância à lei e à constituição, assegurando os direitos fundamentais do cidadão, buscando melhoria estrutural para a Polícia Civil e um melhor atendimento à população.
Teresina, 05 de julho de 2013.
A Diretoria
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Cristiano iniciou falando da legalidade do Movimento Polícia Legal. “O Movimento foi deliberado em assembleia e no início saiu uma liminar não autorizando o movimento, mas depois de juntarmos provas e provarmos a ineficiência de alguns delegados na apuração de algumas ações crimes, na execução de algumas tarefas e de mostrarmos a real situação da Polícia Civil o desembargador revogou a decisão e afirmou que o movimento era legal e que os delegados é que não estavam desempenhando o seu papel”, afirmou.
Imagem: Francyelle Elias/ GP1
Cristiano Ribeiro
Segundo o presidente, o objetivo do movimento não é falar mal de ninguém, mas sim deixar claro e cobrar o exercício de cada um. “Não estamos falando mal de ninguém, o problema é que eles estão incomodados, por que estamos denunciando e cobrando. Antes, muitos dos delegados não cumpriam o horário completo de trabalho, mas depois da denúncia do movimento eles estão tendo que ficar. Antes, as oitivas eram feitas pelos agentes, sendo que a obrigação do delegado é estar presente. O delegado tem que estar no local do crime e o maior exemplo que eles não faziam isso é o caso da Fernanda Lages, onde o delegado não estava presente. Agora eles estão tendo que ir”, informou.
Cristiano RibeiroCristiano ainda afirmou que acredita sim que em alguns casos há divergência entre delegados e agentes por questões salariais, mas esse não é o caso do movimento e que o mesmo busca sim mostrar também a falta de compromisso de alguns delegados de acordo com ele o número de crimes de 01 de janeiro até agora é de 5. 363 e que os delegados abriram apenas 110 ações.
Imagem: Bárbara Rodrigues/GP1
Delegada Andrea Magalhães
“Depois das nossas denúncias, o Ministério Público está dentro das delegacias e isso está incomodando os delegados, mas vamos continuar denunciando. Não tem é condição de sairmos para ações com coletes vencidos, com viaturas sucateadas. Eu lamento muito essa atitude da Delegada Andréia, pois isso faz é incendiar a relação precária que existe entre delegados e agentes, pois ela estar lá por poder e pra ficar batendo palmas pra secretário em solenidade”, finalizou Cristiano.
Delegada Andrea MagalhãesVeja abaixo a carta do Sindepol
CARTA ABERTA À SOCIEDADE PIAUIENSE
O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil de Carreira do Estado do Piauí – SINDEPOL vem a público esclarecer que até o presente momento não havia comentado as notícias, reportagens e entrevistas veiculadas pelo Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Piaui - SINPOLPI, por meio da imprensa, por entender que os seus pleitos estavam relacionados a uma negociação salarial, junto ao Governo do Estado do Piauí, não sendo razoável, de nossa parte, interferir em negociação de outra carreira, como de fato nunca fizemos.
Todavia, diante dos últimos acontecimentos, temos a noticiar que lamentamos profundamente que a estratégia utilizada pelos Agentes e Escrivães de Polícia Civil para a sua negociação salarial tenha desvirtuado de seu foco, e agora passa a denegrir, sem motivo aparente, os Delegados de Polícia, fazendo-os parecer, perante a sociedade, como os principais responsáveis pela falta de estrutura da Polícia e pela omissão na instauração de procedimentos policiais.
Ainda nesse diapasão, ressalte-se que referidos policiais recusaram a última proposta oferecida pelo Governo, de um aumento salarial em torno de 90%, equivalente a um salário aproximado de R$ 7.000,00, (sete mil reais). No Estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, um policial que executa o mesmo trabalho que um agente ou escrivão do Piauí tem um rendimento mensal de R$ 3.782,59 (três mil setecentos e oitenta e dois reais e cinquenta e nove centavos).
Cabe, portanto, acentuar que Delegados, Agentes e Escrivães, são carreiras distintas, tendo cada uma, seu grau de importância, mas, que por lei, possuem atribuições diferentes, cabendo a todas, proporcionar segurança e tranquilidade à sociedade, destacando ainda que os delegados correspondem a uma das carreiras jurídicas do Estado.
Contudo, infelizmente, a atitude de uma pequena parcela de policiais, que pregam o MOVIMENTO POLICIAL LEGAL, ora conduzido pelo SINPOLPI, pois, frise-se temos policiais comprometidos que não fazem parte de tal movimento e nem concordam com a postura adotada pelo referido sindicato, está sim prejudicando a sociedade em geral, por vários motivos.
Tal prejuízo ocorre sempre que há uma injustificada recusa em registrar boletins de ocorrência, mesmo já havendo parecer da Corregedoria de Polícia Civil, no sentido da não necessidade da presença do Delegado para um simples registro, seja quando não dão cumprimento às ordens de missão, alegando motivos diversos, atrasando assim as investigações; seja diante de outras injustificáveis recusas.
Tudo isso é pregado por citado movimento, sob a argumentação de cumprimento à “legalidade”, todavia, em sua essência tem a conotação de reivindicação salarial e utilizam esses meios como forma de pressionar e obstacularizar a boa prestação do serviço público.
Também, acrescente-se a dificuldade dos Delegados em atender a grande demanda, diante do ínfimo contingente policial diário, sendo que, insensíveis a isso, existe a relutância de alguns policiais em deixar os respectivos plantões, mesmo tendo esses, já demonstrado, suas ineficiências do ponto de vista investigativo.
Eis que tais policiais, que poderiam estar a serviço da população todos os dias, estão na verdade em regime de plantão, em que trabalham 01 (um) dia e folgam 03 (três), e ao mês perfazem, no máximo, 8 (oito) plantões, e ainda assim, recebem adicionais noturnos e extraordinários.
Saliente-se que o contrário não ocorre, pois, a maioria esmagadora de Delegados trabalha no regime diário, estando todos os dias nas delegacias, fazendo audiências, oitivas, presidindo procedimentos policiais, cumprindo seus horários, realizando vários outros afazeres funcionais e ainda os de gestor, ou seja, bem atendendo a população, e ainda assim, ficam de sobreavisos em seus horários de folga, participam de operações, reforçam os plantões na Central de Flagrantes, devido à necessidade e demanda.
Por fim, deve-se frisar que somente nos cinco primeiros meses do ano de 2013 foram instaurados mais de 2.500 procedimentos policiais, e mais de 1.300 pessoas foram autuadas em flagrante delito pela Central de Flagrantes, apenas na cidade de Teresina. Isso demonstra o compromisso dos nossos Delegados plantonistas, bem como o valoroso e reconhecido trabalho dos Delegados do interior que atendem a várias comarcas simultaneamente.
Os Delegados de Polícia Civil afirmam nesse ato o seu compromisso com a sociedade, de desempenhar sua função com observância à lei e à constituição, assegurando os direitos fundamentais do cidadão, buscando melhoria estrutural para a Polícia Civil e um melhor atendimento à população.
Teresina, 05 de julho de 2013.
A Diretoria
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