Um dia depois de os técnicos e enfermeiros ameaçarem manifestação no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), funcionários da Maternidade Dona Evangelina Rosa decidiram parar as atividades na manhã desta quinta-feira (2) e realizar uma manifestação em frente ao hospital.
A principal reinvindicação é em relação ao salário, atrasado há 3 meses. Mas o vice presidente do sindicato dos técnicos e enfermeiros (Sinatepi), Eric Pereira, disse que é uma situação geral nos hospitais de todo Estado, situação que envolve a irregularidade dos pontos eletrônicos na qual descriminaliza os enfermeiros e as condições de trabalho.
“A situação em que estamos trabalhando está um absurdo. Na maternidade chegou ao limite, mas nos outros hospitais não está tão diferente” disse Eric Pereira.
Eric diz que em alguns lugares falta maqueiro, e os enfermeiros acabam assumindo a função, no caso da maternidade falta inclusive profissional no centro cirúrgico. Ele também denuncia a quantidade de profissionais nos locais. “Os técnicos acabam assumindo muitas vezes uma função que é dos enfermeiros. Não foi feito um planejamento sequer para concursos, e não há a profissionais concursados”, finaliza.
Como os técnicos são terceirizados ele disse que muitos já falaram em deixar a profissão, só esperam o recebimento do salário atrasado. “Como não tem contrato formal, alguns já disseram que vão sair. Os profissionais recebem metade do salário efetivo de um enfermeiro, é quase como um trabalho escravo”, finaliza o vice-presidente do Sinatepi.
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