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Falta de telas de segurança na penitenciária Irmão Guido facilita entrada de celulares

A apreensão teve a participação efetiva dos Agentes Penitenciários da SEJUS e foi um importante trabalho conjunto das instituições da polícia.

Imagem: ReproduçãoClique para ampliarFalta de telas de segurança na penitenciária Irmão Guido facilita entrada de celulares(Imagem:Reprodução)Falta de telas de segurança na penitenciária Irmão Guido facilita entrada de celulares
A vistoria realizada ontem (06) na Penitenciária Irmão Guido, que culminou com apreensão de várias barras de ferro, retirados da própria estrutura interna, e dezenas de aparelhos celulares, não contou apenas com a participação da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar, teve também a participação efetiva dos Agentes Penitenciários da Secretaria de Justiça do Piauí, que resultou em um importante trabalho conjunto dessas instituições.

A Associação Geral do Pessoal Penitenciário do Estado do Piauí - AGEPEN-PI, por meio de seu presidente, Jacinto Teles Coutinho, alerta às autoridades do Governo do Estado, que é urgente a necessidade de investir nas condições técnicas adequadas para o trabalho dos Agentes Penitenciários do Estado, sob pena do Sistema Prisional continuar convivendo com realidades como essa registrada na Penitenciária Irmão Guido em Teresina.

Jacinto Teles, declara que recentemente, quando da realização de inspeção feita naquele estabelecimento penal pela OAB-PI, à qual ele acompanhou na qualidade de representante da Associação dos Agentes Penitenciários, foi comentado por diversos agentes penitenciários que, por falta de telas de segurança apropriadas nos diversos pavilhões da penitenciária seria impossível de se evitar a entrada de celulares, que, inclusive, naquela ocasião da inspeção, o grupo de agentes plantonistas, acabava de flagrar um preso com 2 celulares.

Pelo fato de não dispor de telas de segurança nos pavilhões, pessoas comandadas pelos presos, comparecem na área externa durante a noite e arremessam os celulares para o interior do estabelecimento penal. Aproveitam-se da alarmante deficiência no efetivo da Polícia Militar, a quem compete a segurança externa da penitenciária e praticam tal fato criminoso.

Não é admissível que o Governo do Estado não libere recursos financeiros para a compra de equipamentos modernos de vistoria e segurança, como detector de metais, aparelhos de Raios-X, bem como colete à prova de bala, além de outros equipamentos destinados a esse tipo de serviço de segurança prisional pelos agentes penitenciários.

Já na Casa de Custódia de Teresina a situação é diferente, não obstante as dificuldades nas condições de trabalho enfrentadas pelos agentes penitenciários, o fato de ter telas de segurança em todos os pavilhões dificulta a entrada de celulares, pois os comandados dos presos se dirigem ao presídio na condição de visitantes e tentam colocar os aparelhos de celular adentrado pela entrada principal, mas não obtêm êxito, como correu no mês passado em que um visitante (foto) foi flagrado pelos agentes penitenciários Artur Correa Porto e Loziam Miranda, portando um celular grudado às costas com esparadrapo, como se fosse um curativo, fato que foi imediatamente reprimido pelos agentes da vistoria.

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