Foi realizada na manhã de hoje (12), uma reunião no auditório da Procuradoria – Geral de Justiça com o objetivo de discutir sobre o material de construção depositado no leito do Rio Poty, sob a ponte que liga o bairro Mocambinho à Pedra Mole. Nenhum membro da Semam, que é responsável pela retirada de entulhos compareceu à audiência.
De acordo com o Promotor de Justiça Régis de Moraes Marinho, o procedimento foi instaurado após notícias veiculadas na mídia de que plantas e entulhos [resíduos de construção] estariam represando o rio. Ainda segundo o promotor, foi solicitada uma vistoria do Ibama, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – Semam e de peritos do Ministério Público.
Para ele, a ausência de membros da Semam é devido questões políticas, já que o atual secretário Agamenon Bastos pode deixar a secretaria após ser indicado para o cargo na cota do deputado Hugo Napoleão, do PSD, integrante da aliança de partidos que apoiou a candidatura do prefeito nas eleições de 2012.
Sobre a polêmica em relação a esse assunto, o engenheiro da construtora Petra, responsável pela construção da ponte, disse não houve lançamento de resíduos sólidos ou líquidos no leito do rio. “Isso não ocorreu, vários poluentes são depositados ao longo do rio, mas é preciso que sejam promovidas ações para que resolvam de uma vez por todas esses problemas”, afirmou.
Segundo o engenheiro do Ministério Público, Mateus Tajra, deve ser feito um trabalho emergencial retirando os aguapés que contribuem para a redução do fluxo do rio. “Atualmente, o esgoto que é jogado no Poty é lançado in nature, a única forma de acabar com a poluição é fazer com que o esgoto que é utilizado como adubo seja tratado antes”, disse. Outro ponto que o engenheiro diz ser importante é a retirada de matéria orgânica nas bordas do Poty.
O superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama Manoel Borges relatou que durante o tratamento paliativo que vem sendo desenvolvido durante um mês foram retiradas 600 caçambas contendo lixos domésticos e orgânicos, aguapés, canaranas, árvores, geladeiras, fogões e restos de banheiro. “O trabalho é lento, precisamos zerar esse lixo. Após essa limpeza iremos colocar mergulhadores para ver o que tem debaixo da ponte, já que foi dito que existem restos de construção”, afirmou.
Em consenso, os técnicos do Ibama afirmaram que o grande problema que o Poty enfrenta são os dejetos que são lançados no rio sem que antes haja um tratamento adequado. Para o Promotor Régis de Moraes é preciso que o cidadão tenha consciência ecológica e para isso sugeriu a realização de uma campanha de educação ambiental.
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Imagem: Francyelle Elias/ GP1
Audiência foi realizada no auditório da Procuradoria Geral de Justiça
Audiência foi realizada no auditório da Procuradoria Geral de JustiçaDe acordo com o Promotor de Justiça Régis de Moraes Marinho, o procedimento foi instaurado após notícias veiculadas na mídia de que plantas e entulhos [resíduos de construção] estariam represando o rio. Ainda segundo o promotor, foi solicitada uma vistoria do Ibama, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – Semam e de peritos do Ministério Público.
Para ele, a ausência de membros da Semam é devido questões políticas, já que o atual secretário Agamenon Bastos pode deixar a secretaria após ser indicado para o cargo na cota do deputado Hugo Napoleão, do PSD, integrante da aliança de partidos que apoiou a candidatura do prefeito nas eleições de 2012.
Imagem: Francyelle Elias/ GP1
Promotor de justiça Régis de Moraes
Promotor de justiça Régis de MoraesSobre a polêmica em relação a esse assunto, o engenheiro da construtora Petra, responsável pela construção da ponte, disse não houve lançamento de resíduos sólidos ou líquidos no leito do rio. “Isso não ocorreu, vários poluentes são depositados ao longo do rio, mas é preciso que sejam promovidas ações para que resolvam de uma vez por todas esses problemas”, afirmou.
Imagem: Francyelle Elias/ GP1
Engenheiro da construtora Petra, Paulo Borges
Engenheiro da construtora Petra, Paulo BorgesSegundo o engenheiro do Ministério Público, Mateus Tajra, deve ser feito um trabalho emergencial retirando os aguapés que contribuem para a redução do fluxo do rio. “Atualmente, o esgoto que é jogado no Poty é lançado in nature, a única forma de acabar com a poluição é fazer com que o esgoto que é utilizado como adubo seja tratado antes”, disse. Outro ponto que o engenheiro diz ser importante é a retirada de matéria orgânica nas bordas do Poty.
Imagem: Francyelle Elias/ GP1
Engenheiro do Ministério Público Mateus Tajra
Engenheiro do Ministério Público Mateus TajraO superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama Manoel Borges relatou que durante o tratamento paliativo que vem sendo desenvolvido durante um mês foram retiradas 600 caçambas contendo lixos domésticos e orgânicos, aguapés, canaranas, árvores, geladeiras, fogões e restos de banheiro. “O trabalho é lento, precisamos zerar esse lixo. Após essa limpeza iremos colocar mergulhadores para ver o que tem debaixo da ponte, já que foi dito que existem restos de construção”, afirmou.
Imagem: Francyelle Elias/ GP1
Superintendente do Ibama, Paulo Borges
Superintendente do Ibama, Paulo BorgesEm consenso, os técnicos do Ibama afirmaram que o grande problema que o Poty enfrenta são os dejetos que são lançados no rio sem que antes haja um tratamento adequado. Para o Promotor Régis de Moraes é preciso que o cidadão tenha consciência ecológica e para isso sugeriu a realização de uma campanha de educação ambiental.
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