Os distúrbios do sono, problema que atinge, em média, 40% da população brasileira, foi o primeiro tema a ser abordado no ciclo de debates “Neurocirurgia em Foco: Avanços, controvérsias e complicações”. O evento acontece até este sábado (24), em Teresina, com palestras e debates gratuitos para estudantes e profissionais da área da saúde.
A palestra de abertura foi ministrada pelo neurocientista John Fontenele, que coordena o Laboratório de Neurobiologia e Ritmicidade Biológica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Segundo ele, a sonolência ao longo do dia que atrapalha a realização das atividades diárias do indivíduo é um forte indício de distúrbios do sono. A apneia e a insônia são os tipos mais comuns.
“O principal problema ocasionado pelo distúrbio do sono é a sonolência diurna, que causa diminuição na capacidade de concentração e habilidade motora, prejudicando o desempenho do indivíduo em suas atividades diárias. A pessoa também pode dormir de repente e sofrer um acidente”, exemplifica John Fontenele.
John relatou alguns resultados de pesquisas feitas no laboratório da UFRN sobre o tema, alguns deles relacionando o problema à realidade de idosos, crianças e trabalhadores noturnos. “O sono é fundamental para o desenvolvimento das crianças, por isso os distúrbios de sono nas crianças precisam de tratamento adequado”, afirmou o especialista.
A outra palestra deste primeiro dia de atividades teve como tema “Medicina baseada em valor para o paciente”, e foi ministrada pelo neurocirurgião do Instituto de Neurociências, Benjamim Pessoa Vale. Em sua fala, Benjamim abordou ações dos integrantes da rede de atendimento à saúde que podem melhorar o acesso da população aos serviços de qualidade.
“As políticas públicas de saúde, por exemplo, trabalham pouco a prevenção, o que é um erro. Além disso, é preciso tirar mais o foco dos custos e voltá-lo para as necessidades do paciente naquele momento”, afirmou Benjamim Pessoa Vale.
Hoje, além da discussão de 10 casos clínicos, haverá também duas palestras sobre os avanços do tratamento das doenças cerebrovasculares e dos tumores da base do crânio. Os palestrantes serão o neurorradiologista José Guilherme Pereira Caldas e o neurocirurgião Marcelo Nery e Silva, respectivamente. Ambos atuam em São Paulo.
Os participantes do evento receberão certificado ao final das atividades, que acontecem no auditório do Instituto de Neurociências, localizado na Rua Bartolomeu Vasconcelos nº 2440, bairro Ilhotas, zona Sul de Teresina. Mais informações pelos telefones (86) 3194 6950 e (86) 9994 2424.
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Imagem: Reprodução
Distúrbio do sono atinge 40% dos brasileiros diz médico em debate sobre neurociências em Teresina
Distúrbio do sono atinge 40% dos brasileiros diz médico em debate sobre neurociências em TeresinaA palestra de abertura foi ministrada pelo neurocientista John Fontenele, que coordena o Laboratório de Neurobiologia e Ritmicidade Biológica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Segundo ele, a sonolência ao longo do dia que atrapalha a realização das atividades diárias do indivíduo é um forte indício de distúrbios do sono. A apneia e a insônia são os tipos mais comuns.
“O principal problema ocasionado pelo distúrbio do sono é a sonolência diurna, que causa diminuição na capacidade de concentração e habilidade motora, prejudicando o desempenho do indivíduo em suas atividades diárias. A pessoa também pode dormir de repente e sofrer um acidente”, exemplifica John Fontenele.
John relatou alguns resultados de pesquisas feitas no laboratório da UFRN sobre o tema, alguns deles relacionando o problema à realidade de idosos, crianças e trabalhadores noturnos. “O sono é fundamental para o desenvolvimento das crianças, por isso os distúrbios de sono nas crianças precisam de tratamento adequado”, afirmou o especialista.
A outra palestra deste primeiro dia de atividades teve como tema “Medicina baseada em valor para o paciente”, e foi ministrada pelo neurocirurgião do Instituto de Neurociências, Benjamim Pessoa Vale. Em sua fala, Benjamim abordou ações dos integrantes da rede de atendimento à saúde que podem melhorar o acesso da população aos serviços de qualidade.
“As políticas públicas de saúde, por exemplo, trabalham pouco a prevenção, o que é um erro. Além disso, é preciso tirar mais o foco dos custos e voltá-lo para as necessidades do paciente naquele momento”, afirmou Benjamim Pessoa Vale.
Hoje, além da discussão de 10 casos clínicos, haverá também duas palestras sobre os avanços do tratamento das doenças cerebrovasculares e dos tumores da base do crânio. Os palestrantes serão o neurorradiologista José Guilherme Pereira Caldas e o neurocirurgião Marcelo Nery e Silva, respectivamente. Ambos atuam em São Paulo.
Os participantes do evento receberão certificado ao final das atividades, que acontecem no auditório do Instituto de Neurociências, localizado na Rua Bartolomeu Vasconcelos nº 2440, bairro Ilhotas, zona Sul de Teresina. Mais informações pelos telefones (86) 3194 6950 e (86) 9994 2424.
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