A Comunidade do bairro Monte Castelo e os professores do Centro Social Urbano Ludijan Ladeira denunciaram ao GP1 que a Sasc (Secretaria de Assistência Social e Cidadania) tem dificultado a realização do trabalho no Centro, pois há mais de anos eles solicitam vigias para o local e ainda hoje o problema não foi resolvido.
Segundo Tiago Alves, instrutor do time de futsal do centro, o local está perto de fechar as portas pela falta de funcionários. Segundo ele, o centro passou a funcionar um dia sim e outro não, pois hoje conta apenas com dois vigias e um deles está de férias.
“O Centro está em uma situação complicada, está perto de fechar as portas, por que hoje já passou a funcionar um dia sim e outro não, pois o quadro de vigia atual só conta com dois funcionários e como um está de férias não tem como ele trabalhar todo dia. Aqui funciona de 7 horas da manhã até as 23 horas, é um absurdo ter apenas um vigia. Nós já trabalhamos de graça, trabalhamos pela comunidade, para mudar a realidade dos jovem daqui, evitar que eles entrem no mundo das drogas, da criminalidade e a única obrigação da Sasc é manter o local com os funcionários, é abrir os portões, é botar alguém para fazer isso, mas isso não está sendo feito”, lamenta o professor.
Tiago ainda falou que os professores do local já se reuniram com a coordenadora do Centro para pedir uma providência, mas, segundo ele, a Coordenadora identificada como Mariana, afirmou que vem solicitando funcionários para o local há mais de dois anos, mas até agora não teve nenhuma resposta positiva.
“Juntamos toda a população e os professores do centro em uma reunião com a coordenadora Mariana e ela nos informou que já vem pedindo funcionários há mais de dois anos. Ela nos mostrou os papeis de solicitação, eu mesmo já fui até a Sasc falar com a pessoa responsável que é a Gerente de Gestão de Pessoas, Dulce Maria Rocha de Neiva, e ela ou não está no local ou está ocupada ou está em reunião, o que eu sei é que ela nunca nos atende, sempre dá um jeito de fugir. Estamos sem saber o que fazer, sem saber a quem recorrer, principalmente depois de saber que agora o centro só vai funcionar um dia sim e ou não, tudo isso porque falta funcionário”, desabafou o instrutor.
O professor de Capoeira, Elias Rocha, falou que no Centro tem aula de capoeira, futsal, badminton, karate, dança e varias outras atividades e que por isso o local não pode ficar fechado, por que cada dia fechado é um dia que uma das crianças fica na rua, sem atividade.
“Essa questão de funcionários tem que ser revista, porque esse local não pode ficar fechado. Aqui é um local que oferece várias atividades para as crianças e nenhum dos professores ou instrutores recebe pagamento, trabalhamos porque gostamos e tudo que cobramos é o mínimo, queremos apenas funcionários, porque até os materiais que temos aqui, como por exemplo, o tatame, foi tirado do nosso bolso, fui eu que comprei o tatame, a secretaria não deu nada. Então, só cobramos funcionários, vigias para cuidar e abrir o local e também uma zeladora, pois a que tem aqui não está trabalhando por que está há mais de quatro meses sem receber e com isso não temos como obrigá-la a trabalhar”, falou Elias.
Luís Carlos, professor de karate, explicou que o trabalho realizado no centro é para as crianças da comunidade, para tentar evitar que essas crianças sigam por um caminho errado. Segundo ele, muitas dessas crianças participam de campeonatos até mesmo fora do estado e esse é o único local que eles têm para treinar, por isso não pode ficar fechado.
“Não sabemos mais o que fazer, e nem a quem recorrer. Já mandamos todo o tipo de documento do mundo para Dulce Maria, a gerente responsável, solicitando funcionários e até hoje não fomos atendidos, as crianças já estão nos cobrando, já estão questionando e reclamando por que o local vai ficar fechado, não podemos deixar essa situação se complicar mais ainda. Aqui temos muitas crianças que participam de campeonatos, até mesmo fora do estado, e esse é o único local que eles têm para o treino, não sabemos o que fazer”, finalizou o professor.
Outro lado
O GP1 entrou em contato com a Gerente de Gestão de Pessoas, Dulce Maria Rocha de Neiva, que afirmou que hoje a Sasc tem um quadro reduzido de vigilante e ainda não teve como atender ao pedido por falta de servidor.
“A Sasc hoje tem um quadro reduzido de vigilante, e essa resposta foi dada a minha diretoria para a diretoria do Centro, como pode ser visto nos documento apresentados na matéria. Ainda não tivemos como atender essa demanda, por falta de servidor. Hoje temos essa carência e essa questão não depende da minha pessoa como gerente”, afirmou Dulce Maria.
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Imagem: Juliana Barros/GP1
Centro Social Urbano Ludijan Ladeira
Centro Social Urbano Ludijan LadeiraSegundo Tiago Alves, instrutor do time de futsal do centro, o local está perto de fechar as portas pela falta de funcionários. Segundo ele, o centro passou a funcionar um dia sim e outro não, pois hoje conta apenas com dois vigias e um deles está de férias.
Imagem: Juliana Barros/GP1
Tiago Alves
Tiago Alves“O Centro está em uma situação complicada, está perto de fechar as portas, por que hoje já passou a funcionar um dia sim e outro não, pois o quadro de vigia atual só conta com dois funcionários e como um está de férias não tem como ele trabalhar todo dia. Aqui funciona de 7 horas da manhã até as 23 horas, é um absurdo ter apenas um vigia. Nós já trabalhamos de graça, trabalhamos pela comunidade, para mudar a realidade dos jovem daqui, evitar que eles entrem no mundo das drogas, da criminalidade e a única obrigação da Sasc é manter o local com os funcionários, é abrir os portões, é botar alguém para fazer isso, mas isso não está sendo feito”, lamenta o professor.
Imagem: Juliana Barros/GP1
Sala de aula
Sala de aulaTiago ainda falou que os professores do local já se reuniram com a coordenadora do Centro para pedir uma providência, mas, segundo ele, a Coordenadora identificada como Mariana, afirmou que vem solicitando funcionários para o local há mais de dois anos, mas até agora não teve nenhuma resposta positiva.
Imagem: Juliana Barros/GP1
Sala de dança
Sala de dança“Juntamos toda a população e os professores do centro em uma reunião com a coordenadora Mariana e ela nos informou que já vem pedindo funcionários há mais de dois anos. Ela nos mostrou os papeis de solicitação, eu mesmo já fui até a Sasc falar com a pessoa responsável que é a Gerente de Gestão de Pessoas, Dulce Maria Rocha de Neiva, e ela ou não está no local ou está ocupada ou está em reunião, o que eu sei é que ela nunca nos atende, sempre dá um jeito de fugir. Estamos sem saber o que fazer, sem saber a quem recorrer, principalmente depois de saber que agora o centro só vai funcionar um dia sim e ou não, tudo isso porque falta funcionário”, desabafou o instrutor.
Imagem: Juliana Barros/GP1
Sala da aula de dança
Sala da aula de dançaO professor de Capoeira, Elias Rocha, falou que no Centro tem aula de capoeira, futsal, badminton, karate, dança e varias outras atividades e que por isso o local não pode ficar fechado, por que cada dia fechado é um dia que uma das crianças fica na rua, sem atividade.
Imagem: Juliana Barros/GP1
Elias Rocha
Elias Rocha“Essa questão de funcionários tem que ser revista, porque esse local não pode ficar fechado. Aqui é um local que oferece várias atividades para as crianças e nenhum dos professores ou instrutores recebe pagamento, trabalhamos porque gostamos e tudo que cobramos é o mínimo, queremos apenas funcionários, porque até os materiais que temos aqui, como por exemplo, o tatame, foi tirado do nosso bolso, fui eu que comprei o tatame, a secretaria não deu nada. Então, só cobramos funcionários, vigias para cuidar e abrir o local e também uma zeladora, pois a que tem aqui não está trabalhando por que está há mais de quatro meses sem receber e com isso não temos como obrigá-la a trabalhar”, falou Elias.
Imagem: Juliana Barros/GP1
Centro Social
Centro SocialLuís Carlos, professor de karate, explicou que o trabalho realizado no centro é para as crianças da comunidade, para tentar evitar que essas crianças sigam por um caminho errado. Segundo ele, muitas dessas crianças participam de campeonatos até mesmo fora do estado e esse é o único local que eles têm para treinar, por isso não pode ficar fechado.
Imagem: Juliana Barros/GP1
Luis Carlos
Luis Carlos“Não sabemos mais o que fazer, e nem a quem recorrer. Já mandamos todo o tipo de documento do mundo para Dulce Maria, a gerente responsável, solicitando funcionários e até hoje não fomos atendidos, as crianças já estão nos cobrando, já estão questionando e reclamando por que o local vai ficar fechado, não podemos deixar essa situação se complicar mais ainda. Aqui temos muitas crianças que participam de campeonatos, até mesmo fora do estado, e esse é o único local que eles têm para o treino, não sabemos o que fazer”, finalizou o professor.
Outro lado
O GP1 entrou em contato com a Gerente de Gestão de Pessoas, Dulce Maria Rocha de Neiva, que afirmou que hoje a Sasc tem um quadro reduzido de vigilante e ainda não teve como atender ao pedido por falta de servidor.
“A Sasc hoje tem um quadro reduzido de vigilante, e essa resposta foi dada a minha diretoria para a diretoria do Centro, como pode ser visto nos documento apresentados na matéria. Ainda não tivemos como atender essa demanda, por falta de servidor. Hoje temos essa carência e essa questão não depende da minha pessoa como gerente”, afirmou Dulce Maria.
Imagem: Juliana Barros/GP1
Quadra do centro
Quadra do centroImagem: Juliana Barros/GP1
Resposta da Dulce Maria
Resposta da Dulce MariaImagem: Juliana Barros/GP1
Documentos de solicitação
Documentos de solicitaçãoImagem: Juliana Barros/GP1
Documentos
DocumentosImagem: Juliana Barros/GP1
Solicitação de vigias
Solicitação de vigiasImagem: Juliana Barros/GP1
Solicitação
SolicitaçãoImagem: Juliana Barros/GP1
Documentos
DocumentosImagem: Juliana Barros/GP1
Centro no Monte Castelo
Centro no Monte CasteloImagem: Juliana Barros/GP1
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