O Sindicato dos Empregados no Comércio e Serviços de Teresina (Sindcom) deflagrou greve na manhã desta quinta-feira (03) para reivindicar melhorias de trabalho como auxílio tíquete alimentação e aumento salarial de R$ 1 mil para a categoria. Os manifestantes estão percorrendo ruas do centro da capital e obrigando os estabelecimentos comerciais a fechar suas portas. A classe ameaça estender a greve aos shoppings e bairros da capital, caso não haja acordo com o Sindilojas do Piauí.
O sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado do Piauí (Sindilojas/PI) divulgou nota negando a denúncia dos grevistas de que não houve tentativa de acordo. “Foram realizadas três mesas de negociações com a mediação da Superintendência Regional do Trabalho, e nestas foi concedida a data base da categoria, 1º de junho, e que, nas demais, não houve avanço por que o sindicato laboral condicionou as negociações ao fornecimento de ticket alimentação. Temos o interesse e continuamos aberto a negociar a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho para 2014/2015", esclarece.
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Imagem: Geísa Chaves/GP1
Manifesto dos comerciários no centro de Teresina
O secretário geral do Sindcom, Valdivino Nonato de Sousa, esclarece que a greve foi deflagrada, após representantes do Sindilojas terem recusado acordo com a classe. “Desde abril a gente vem tentando negociar, já tiveram mesas de negociação e não houve êxito. O patronato disse que só volta a negociar se a gente tirara a clausula do benefício de tíquete alimentação e a gente não vai tirar. O trabalhador mora longe dos bairros e não tem como eles se deslocarem até suas casas e o justo seria eles fazerem essa refeição no centro”, conta.
Manifesto dos comerciários no centro de TeresinaImagem: Geísa Chaves/GP1
Secretário geral do Sindcom
O secretário geral denúncia ainda péssimas condições de trabalho dos comerciários. “O trabalhador do comércio hoje não tem tíquete alimentação, não tem um salário digno, não tem nem se quer onde trabalhar. Para ter uma ideia à proposta que a gente recebeu do Sindilojas, foi que quatro trabalhadores se juntasse e cada um dar dois reais para comprar uma quentinha e dividir. Os trabalhadores levam sua comida para o trabalho e lá comem escondidos dentro do banheiro, debaixo de escadas de balcão. São propostas absurdas, totalmente desumanas”, revela.
Secretário geral do SindcomImagem: Geísa Chaves/GP1
Manifesto dos comerciários no centro de Teresina
Caso não haja acordo a classe ameaça estender o manifesto aos shoppings e bairros da capital. “Dependendo da situação a greve pode ir aos bairros e shoppings. Enquanto não houver acordo o movimento continua, sem previsão de termino”, afirma Sousa.
Manifesto dos comerciários no centro de TeresinaImagem: Geísa Chaves/GP1
Manifesto dos comerciários no centro de Teresina
Segundo Nina Tavares, gerente de uma das lojas que foram obrigadas pelos grevistas a fechar as portas, denunciou ao GP1 que um de seus funcionários foi agredido pelos manifestantes. “Essa greve é uma baixaria, pois eles ofendem as pessoas com palavras, chamando a gente de vagabundo. Um dos nossos funcionários foi agredido com chutes, palavrões e isso não pode acontecer. Só por que ele estava filmando com o celular dele. Se eles querem reivindicar tudo bem, mas agredir nós trabalhadores não. Sem contar o prejuízo das vendas hoje, véspera de jogo do Brasil. Os clientes ficam como medo e nem vêm ao centro fazer comprar”, disse.
Manifesto dos comerciários no centro de TeresinaImagem: Geísa Chaves/GP1
Manifesto dos comerciários no centro de Teresina
Vilma Cruz, integrante da direção do Sindcom, negou as acusações e disse que alguns membros da classe grevista que chegaram a ser agredidos. “Não ocorreu isso. Um dos nossos manifestantes que foi agredido, por um empresário que se negou a fechar as portas. Sabemos que num manifestação os ânimos se alteram, mas estamos fazendo uma manifestação pacífica e sem agressões”, disse.
Manifesto dos comerciários no centro de TeresinaO sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado do Piauí (Sindilojas/PI) divulgou nota negando a denúncia dos grevistas de que não houve tentativa de acordo. “Foram realizadas três mesas de negociações com a mediação da Superintendência Regional do Trabalho, e nestas foi concedida a data base da categoria, 1º de junho, e que, nas demais, não houve avanço por que o sindicato laboral condicionou as negociações ao fornecimento de ticket alimentação. Temos o interesse e continuamos aberto a negociar a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho para 2014/2015", esclarece.
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Integrante do Sindcom
Integrante do SindcomImagem: Geísa Chaves/GP1
Manifesto dos comerciários no centro de Teresina
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