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Delegado Matheus Zanatta conclui inquérito sobre morte de taxista

O taxista Carlos Alberto de Souza foi assassinado no último dia 29 de agosto no centro de Teresina vítima de latrocínio.

Na tarde desta segunda-feira (08), o delegado Matheus Zanatta, da Delegacia de Homicídios, concedeu entrevista coletiva na Delegacia Geral e passou informações sobre a conclusão do inquérito que investigava o assassinato do taxista Carlos Alberto de Souza, morto no último dia 29 de agosto no centro de Teresina.
Imagem: Jociara Luz/GP1Delegado Matheus Zanatta (Imagem:Jociara Luz/GP1)Delegado Matheus Zanatta
O inquérito concluiu que o autor do disparo que vitimou o taxista foi Érikles Gomes de Sousa, de 18 anos. O menor de iniciais F.J.S.O (17 anos) também participou da ação, que foi enquadrada como latrocínio, roubo seguido de morte.
 
Zanatta informou que os acusados pediram corrida para a vítima que estava em um lava-jato, no centro da cidade. Por volta das 6h15min, o menor, portando uma arma de fogo, anunciou o assalto a Carlos Alberto, que desceu do carro e empreendeu fuga, mas tropeçou e acabou caindo. Érikles, pegou a arma e perseguiu o taxista, eles entraram em luta corporal e o maior efetuou um disparo que atingiu o maxilar esquerdo da vítima.
Imagem: Jociara Luz/GP1Delegado Matheus Zanatta mostra vídeo que flagrou o crime(Imagem:Jociara Luz/GP1)Delegado Matheus Zanatta mostra vídeo que flagrou o crime
Érikles afirmou em interrogatório que perseguiu Carlos Alberto no intuito de fazê-lo voltar a dirigir o veículo, para que outros assaltos fossem praticados. “Após a morte quem conduziu o táxi foi o menor e eles praticaram outros dois roubos, o primeiro próximo ao comercial Carvalho do bairro Marquês e o segundo em frente à Panificadora Modelo da Avenida Campos Sales, no Centro. O menor dirigia o táxi enquanto o maior anunciava os assaltos com a arma de fogo”, informou o delegado.
 
 Zanatta afirmou que as vítimas dos assaltos foram ouvidas pela Delegacia de Homicídios e que fizeram reconhecimento dos suspeitos.
 
 “Eu indiciei o maior por latrocínio, crime com a maior pena no código penal (20 a 30 anos) e com relação ao menor eu imputei o ato infracional ligado ao crime de latrocínio”, disse o delegado.
 
O caso foi encerrado pela Delegacia de Homicídios e os roubos cometidos após o assassinato serão investigados pela Delegacia do Menor Infrator. Ambos os acusados continuam sobe a guarda da polícia, que não divulga a localização para evitar qualquer problema para a segurança dos criminosos.
 
Passagens pala polícia:
 
Os dois envolvidos no crime já tinham passagem pela polícia. 
 
Érikles tinha 4 passagens pela Vara da Infância e Juventude e havia sido liberado 3 semanas antes do crime.
 
O menor estava sob custódia da polícia e havia sido liberado 2 dias antes do assassinato. Tem 3 passagens pela Vara da Infância e Juventude por crimes de roubo e ao prestar depoimento confessou ter cometido um homicídio em abril deste ano, no Bairro Santa Maria da Codipe, zona Norte da capital. F.J.S.O será fichado pelo homicídio e pelo latrocínio e deverá ter apreensão definitiva, ficando recluso por 3 anos.
Imagem: Jociara Luz/GP1Delegado Matheus Zanatta (Imagem:Jociara Luz/GP1)Delegado Matheus Zanatta 
 
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