Uma pesquisa desenvolvida em uma área da Bacia do Rio Parnaíba descobriu fósseis de três espécies de anfíbios e um réptil, que possuem cerca de 278 milhões de anos, correspondentes ao período Permiano, final da era Paleozoica. Os animais viviam em lagos tropicais no Nordeste brasileiro, e são mais antigos que os dinossauros. Realizada pelo paleontólogo da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Juan Carlos Cisneros, juntamente com mais cinco cientistas estrangeiros, a pesquisa, intitulada “Nova fauna permiana do Gondwana tropical”, foi publicada na revista Nature Communications.
Bacia do Parnaíba
A Bacia hidrográfica do rio Parnaíba possui mais de três mil quilômetros de rios perenes (rios que não secam em tempos de altas temperaturas), centenas de lagoas e ainda metade da água do subsolo do nordeste brasileiro, avaliadas em 10 milhões de metros cúbicos ao ano. É um local já conhecido dos paleontólogos pelos achados históricos de troncos petrificados. Muitos destes troncos afloram dentro da cidade de Teresina, onde há uma verdadeira floresta fóssil às margens do Rio Poti.
Imagem: Arquivos da UFPI
Fóssil do esqueleto do anfíbio Timonya Anneae
Foram encontradas duas espécies de anfíbios arcaicos nas cidades de Timon e Nazária, que receberam os nomes de Timonya anneae e Procuhy nazariensis, respectivamente, em homenagem aos municípios em que foram achadas, um anfíbio do tamanho de um pequeno jacaré, e uma espécie de réptil com aspecto de lagartixa que até então só havia sido encontrada na América do Norte.
Fóssil do esqueleto do anfíbio Timonya AnneaeImagem: Arquivos da UFPI
Fóssil do anfíbio Procuhy Nazariensis
O estudo conclui que a fauna do Piauí tinha uma conexão com a fauna da região da América do Norte, uma vez que, naquela época, os continentes estavam unidos, formando a Pangeia, e a América do Norte ficava ao lado da América do Sul.
Fóssil do anfíbio Procuhy NazariensisImagem: Arquivos da UFPI
Professor Juan Carlos Cisneros
A pesquisa foi uma parceria com outros países e diversas instituições. Os fósseis viajaram pelo mundo, alguns foram para os Estados Unidos, onde passaram por tratamento de conservação e limpeza, outros estiveram na Europa, onde foram tomografados. Especialistas técnicos da Argentina vieram à Teresina, para fazer a limpeza dos fósseis no laboratório da UFPI, além de realizarem minicursos. Para o Paleontólogo da UFPI, Juan Carlos Cisneros, a descoberta vem contribuir para a paleontologia mundial, no que diz respeito à era paleozoica. “Essa pesquisa tem grande importância, no sentido de estabelecer firmemente uma nova linha de pesquisa no Piauí e na Universidade Federal do Piauí", declara.
Professor Juan Carlos CisnerosBacia do Parnaíba
A Bacia hidrográfica do rio Parnaíba possui mais de três mil quilômetros de rios perenes (rios que não secam em tempos de altas temperaturas), centenas de lagoas e ainda metade da água do subsolo do nordeste brasileiro, avaliadas em 10 milhões de metros cúbicos ao ano. É um local já conhecido dos paleontólogos pelos achados históricos de troncos petrificados. Muitos destes troncos afloram dentro da cidade de Teresina, onde há uma verdadeira floresta fóssil às margens do Rio Poti.
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