O índice oficial da inflação de Teresina acumulou alta de 5,25% no primeiro semestre deste ano, de acordo com pesquisa do Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Piauí (Fundação CEPRO). Apenas no mês de junho, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), subiu 0,85%, o segundo maior percentual desde fevereiro deste ano.
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CeapiO setor de alimentação foi um dos que sofreu aumento (0,89%). Entre os produtos com maior variação estão Mamão (32,10%), Cebola (17,35%), Alho (14,29%), Pimentão (12,04%). Mas para quem trabalha diariamente com as vendas de frutas e verduras, outros itens como tomate e manga também entram para a lista.
O GP1 esteve na Ceapi, no último sábado (18), e constatou o aumento.
O GP1 esteve na Ceapi, no último sábado (18), e constatou o aumento.
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Maria dos Santos trabalha há dois anos na Central de Abastecimento do Piauí (Ceapi), comercializando verduras e hortaliças. A permissionária afirma que o feijão quase dobrou o valor no último mês. “Eu vendia feijão aqui, de R$ 1,50 agora é uma média de R$ 2,80. Na semana passada eu tive que vender a R$ 3,00”.
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Na barraca ao lado não é diferente, Francisca dos Santos viu o preço do tomate e da cebola aumentar de forma acelerada. “Na última compra, um saco com 25 kg de cebola, eu comprei por R$ 80,00. Há uns dois meses, eu comprava de R$ 50,00. A caixa do tomate também subiu pra R$ 70,00, amanhã com certeza "tá" mais caro”. Consequentemente, a placa com o preço precisa ser corrigida na barraca. “Toda semana eu passo aqui e sempre tem um preço diferente. Hoje eu ‘tô’ comprando a cebola por R$ 5,00. Na próxima semana vamos ver por quanto vou encontrar”, comentou o comerciário Paulo Cícero.
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CeapiDentre as frutas, os comerciantes da Ceapi são unânimes em afirmar: a manga foi a que sofreu maior alta este mês. “A manga, com certeza, foi a que mais aumentou esse mês”, afirma José Antônio, permissionário da Central há 15 anos. “Essas últimas semanas, a caixa com 25kg de manga, saiu por R$60,00. Quase o dobro do preço que eu comprava antes”, completou.
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CeapiQuem mais sofre com a alta, o consumidor, precisa abrir mão de alguns itens para não apertar o orçamento. “Vou levar umas bananas, um quilo de maracujá e alface. O mamão e a manga eu compro quanto tiver um preço melhor”, afirmou a dona de casa Patrícia Sales.
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