O Piauí pode ser o berço da primeira Orquestra de Rabecas do Brasil. No Sul do Estado, mais precisamente no município de Bom Jesus, a pouco mais de 600 quilômetros de Teresina, alunos de escolas públicas estão aprendendo a fazer música a partir desse instrumento.
“As aulas acontecem aos fins de semana. Começamos em maio com 20 alunos e hoje temos uma turma de 15, que já toca clássicos como Asa Branca, de Luiz Gonzaga”, diz, com orgulho, o professor Stayllon Rodrigues, músico da Orquestra Sinfônica de Teresina.
Todos os fins de semana, Bom Jesus é o destino de Stayllon. Ele conta que, a partir do convite para lecionar na Escola de Rabecas do município, ele teve que estudar o instrumento. “Meu contato era com o violino, que é uma versão mais refinada da rabeca. O instrumento tem uma pegada diferente, mas possui uma estrutura semelhante e, com ela, é possível tocar todo tipo de música”, afirma, enquanto toca um trecho do samba Brasileirinho.
O secretário é um dos idealizadores do Festival de Rabecas da cidade, que em setembro deste ano completa sua 8ª edição. “Teremos a participação de músicos de 12 estados de todo o país e o Festival será aberto com uma apresentação dos alunos da Escola de Rabecas de Bom Jesus”, completa Fábio Novo.
“Na minha família, tem uns primos que tocam algum instrumento. Eu nunca tinha tocado nada. Gostei da rabeca e faço aulas todo fim de semana. Quero fazer parte da orquestra”, diz Vinicius.
Alunos estão aprendendo a fazer o próprio instrumento
Os alunos da Escola de Rabecas de Bom Jesus, além de aprender a “tirar o som”, estão aprendendo a fazer seu próprio instrumento. Vinicius Pinheiro é um dos alunos que pode se orgulhar e dizer: eu construí a minha rabeca. O instrumento, de origem árabe, é todo artesanal e feito de madeira de cedro. No arco, linha de naylon. Na caixa tem a “alma”, que ajuda a ecoar o som na caixa acústica.
“As aulas acontecem aos fins de semana. Começamos em maio com 20 alunos e hoje temos uma turma de 15, que já toca clássicos como Asa Branca, de Luiz Gonzaga”, diz, com orgulho, o professor Stayllon Rodrigues, músico da Orquestra Sinfônica de Teresina.
Todos os fins de semana, Bom Jesus é o destino de Stayllon. Ele conta que, a partir do convite para lecionar na Escola de Rabecas do município, ele teve que estudar o instrumento. “Meu contato era com o violino, que é uma versão mais refinada da rabeca. O instrumento tem uma pegada diferente, mas possui uma estrutura semelhante e, com ela, é possível tocar todo tipo de música”, afirma, enquanto toca um trecho do samba Brasileirinho.
Imagem: Divulgação
Piauí vai formar primeira Orquestra de Rabecas do Brasil
A intenção é ampliar o número de alunos atendidos pela escola. O apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual da Cultura, vai ajudar a tornar essa meta uma realidade. “Com o apoio às escolas de rabecas, em Bom Jesus, de sanfonas, em São Raimundo Nonato, e de bandolins, em Oeiras, vamos fomentar a cultura e ajudar a preservar as riquezas presentes nessa região. O Piauí terá a primeira orquestra de rabecas do Brasil”, anuncia o secretário estadual da Cultura, Fábio Novo.
Piauí vai formar primeira Orquestra de Rabecas do BrasilO secretário é um dos idealizadores do Festival de Rabecas da cidade, que em setembro deste ano completa sua 8ª edição. “Teremos a participação de músicos de 12 estados de todo o país e o Festival será aberto com uma apresentação dos alunos da Escola de Rabecas de Bom Jesus”, completa Fábio Novo.
Imagem: Lucas Dias/GP1
Fabio Novo
Desafio para o professor Stayllon e para os alunos que até lá devem estar com o Hino da cidade na ponta dos dedos. Vinicius Pinheiro, de 17 anos, não parece se intimidar com a responsabilidade. O estudante do 1º ano do Ensino Médio nunca havia tocado nenhum instrumento até conhecer a rabeca.
Fabio Novo“Na minha família, tem uns primos que tocam algum instrumento. Eu nunca tinha tocado nada. Gostei da rabeca e faço aulas todo fim de semana. Quero fazer parte da orquestra”, diz Vinicius.
Alunos estão aprendendo a fazer o próprio instrumento
Os alunos da Escola de Rabecas de Bom Jesus, além de aprender a “tirar o som”, estão aprendendo a fazer seu próprio instrumento. Vinicius Pinheiro é um dos alunos que pode se orgulhar e dizer: eu construí a minha rabeca. O instrumento, de origem árabe, é todo artesanal e feito de madeira de cedro. No arco, linha de naylon. Na caixa tem a “alma”, que ajuda a ecoar o som na caixa acústica.
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