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Piauí

Daniel Oliveira diz que aprovação de lei ajuda na ressocialização

Lei que institui Ensino Médio nas penitenciárias reforça política de humanização e ressocialização.

A presidente Dilma Rousseff sancionou, na quinta (10), a Lei 13.163, que prevê a implantação do Ensino Médio nas unidades penitenciárias de todo o país. A medida busca cumprir o preceito constitucional da universalização do acesso ao ensino. De autoria do então deputado federal e hoje senador Paulo Rocha (PT-PA) - por meio do Projeto de Lei 25, proposto na Câmara em 1999 - a nova lei altera a Lei de Execução Penal (7.210/1984).

Na visão do secretário de Justiça do Piauí, Daniel Oliveira, a Lei fortalece a política de humanização nas penitenciárias por meio da educação, tornando mais eficaz o processo de recuperação e ressocialização dos detentos no sistema.

"No Piauí, cerca de 600 pessoas no sistema estão estudando em nível de Ensino Fundamental. A nova lei vai possibilitar que avancemos mais na gestão educacional nas penitenciárias, garantindo, com isso, melhores resultados na formação dessas pessoas", pontua.
Imagem: Lucas Barbosa/GP1Daniel Oliveira, secretário de Justiça(Imagem:Lucas Barbosa/GP1)Daniel Oliveira, secretário de Justiça

No sistema penitenciário do Piauí são desenvolvidos programas como a Educação de Jovens e Adultos (EJA), Mais Saber, Brasil Alfabetizado, agregados a projetos como o Leitura Livre, que incentiva a leitura entre os detentos como instrumento de educação. A Secretaria de Justiça também tem investido na implantação de módulos de ensino nas unidades, bem como de bibliotecas - na última semana, por exemplo, o órgão inaugurou o Espaço de Leitura da Penitenciária Feminina de Teresina.

"Acreditamos, sobretudo, que o trabalho da educação aliado, por exemplo, à qualificação profissional das pessoas privadas de liberdade, dá uma garantia a mais no alcance de resultados, de fato, eficazes, no sentido da transformação e ressocialização. Estamos, inclusive, expandindo o Pronatec, disponibilizando 1.000 vagas, na Grande Teresina, para internos, servidores, egressos, e seus respectivos familiares, e para aqueles que cumprem medidas cautelares e penas alternativas", diz Daniel Oliveira.

Com a sanção da nova lei, o censo penitenciário passará a apurar o nível de escolaridade dos detentos; a existência de cursos nos níveis Fundamental e Médio; bem como o número de internos atendidos no sistema. Além disso, o censo vai verificar a implementação de cursos profissionais em nível de iniciação ou aperfeiçoamento técnico e o número de detentos atendidos; e a existência de bibliotecas e condições de seus acervos.

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