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Piauí

Palácio da Justiça deve ser reconhecido como patrimônio histórico

Além disso, o anexo previsto para ser construído ao lado da sede foi impedido de ser construído.

A partir de uma ação civil pública ajuizada pelas 24ª e 30ª Promotorias de Justiça de Teresina em abril de 2016, o Poder Judiciário Estadual se comprometeu, durante audiência realizada ontem (05), em reconhecer o Palácio da Justiça como patrimônio histórico e cultural e cancelar a construção de um anexo ao lado da sede do Tribunal (TJ-PI).
Imagem: Lucas Dias/GP1Tribunal de Justiça(Imagem:Lucas Dias/GP1)Tribunal de Justiça
A Prefeitura Municipal, por meio da Fundação Cultural Monsenhor Chaves (FMCMC), foi notificada para apresentar um cronograma correspondente ao tombamento do local, para então oficializar a defesa e preservação do prédio.

A ação teve como argumento a descaracterização do prédio original, já que a construção do anexo iria cobrir visualmente o Palácio quase por completo. Além disso, o projeto iria impedir a entrada de iluminação e ventilação natural no local.

Imagem: MP-PIProjeto do anexo(Imagem:MP-PI)Projeto do anexo
O Ministério Público Estadual, com o apoio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Piauí (CAU), concordaram com o cancelamento do anexo, para que o patrimônio seja preservado e reconhecimento como bem histórico.

Palácio de Justiça

A sede do Tribunal de Justiça foi inaugurada durante a gestão do Governador Alberto Silva em 1975. Acácio Gil Borsoi foi o arquiteto responsável pelo Palácio, inspirado na arquitetura brutalista, onde há praticidade e elegância nas edificações. O modelo arquitetônico pode ser observado pelo concreto, vigas, pilares e outros elementos.

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