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Professores adiam ano letivo e ameaçam deflagrar greve no Piauí

O motivo é o reajuste do piso salarial de 7,64%, que o governo prometeu terminar de pagar apenas em julho.

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), convocou os alunos da rede pública estadual para que comparecessem nesta segunda-feira (13) às escolas nas quais estão matriculados, para o início das aulas. Porém, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica Pública do Piauí (Sinte), Odeni Silva, afirmou em entrevista ao GP1 nesta manhã, que o período letivo foi adiado.

O motivo é o reajuste do piso salarial de 7,64% que a categoria esperava receber em parcela única, mas o governo dividiu em duas vezes, tendo pago 4% em janeiro e prometido pagar os outros 3,64% somente em julho. “A categoria decidiu adiar o início do período letivo porque todo ano é assim, é o governo dizendo que paga, é o governo dizendo que não tem dinheiro, é o governo dizendo que está pagando acima e precisa a gente fazer uma greve pagar e cumprir a lei, é só isso que a gente quer, porque ele não está cumprindo a lei e nem pagando o reajuste do piso. Aliás ele disse que vai pagar, mas para terminar em julho, apenas 7,64% e o governo só quer terminar de pagar e, julho?”, questionou.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Odeni SilvaOdeni Silva

Conforme Odeni Silva, este ano o percentual foi o menor em relação aos anos anteriores. “Esse é o menor percentual do piso é o deste ano, porque ano passado foi 11,64%, em 2012 foi 22%, e mesmo assim o governo disse que não paga, a categoria está revoltada, porque ninguém quer fazer greve não, mas o que não pudemos é abrir mão do nosso direito, o direito de uma lei federal. Falaram que vão pedir a ilegalidade da greve, mas quem está ilegal é o governo”

Conforme a lei federal, todo ano o governo Federal estabelece um percentual e o todo governo [estadual] terá que cumprir, para isso são repassados os recursos para os Estados. “Nós apresentamos uma proposta para que eles paguem o restante em maio e pagar a diferença que ele deixou de pagar desses 3,64% a partir de janeiro e mesmo assim o governo não quer pagar esses mísero 3,64%, e a indignação da categoria é porque o governo recebeu R$ 145 milhões do Fundeb, porque quando ele tem que pegar o reajuste, ele recebe do MEC [Ministério da Educação] esse dinheiro, através do custo-aluno, e o governo já recebeu em dezembro”.

A presidente do Sindicato afirmou ainda que a categoria pode iniciar uma greve, caso não haja acordo. “A gente nem quer grevar, mas suspendemos o início do período letivo, agora se o governo não apresentar uma proposta, aí sim vamos entrar em greve por tempo indeterminado. E as aulas estão adiadas até que o governo chame o Sinte e diga que vai antecipar pelo menos para maio, porque julho está longe demais, e que seja retroativo a janeiro.

Outro lado

O governador Wellington Dias e o secretário de Administração Franzé Silva afirmaram que atenderam às solicitações feitas pelo Sinte e que o Piauí é o único que já vem pagando acima do piso nacional. Conforme eles, o piso nacional foi R$ 2.135 para R$ 2.298, e o Piauí já pagava acima do piso, referente à R$ 2.634,65. Com o reajuste, o salário dos professores estaduais vai para R$ 2.836,93.

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