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Piauí

"A Justiça tem que fazer o patrão pagar os salários", diz Sintetro

O sindicalista Francisco Sousa disse ainda que se for necessário a categoria vai levar o caso até a última instância na Justiça.

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário do Estado do Piauí (Sintetro) participaram, nessa terça-feira (16), de uma audiência com os empresários no Tribunal Regional do Trabalho no Piauí (TRT-PI). Na ocasião não houve uma conciliação entre as duas partes.

Segundo o secretário de previdência e assistência social do Sintetro, Francisco Sousa, a categoria apresentou suas reivindicações que não foram aceitas pelos empresários. “Nós trabalhadores apresentamos nossa pauta de reivindicação, inclusive denunciamos ao TRT o atraso nos salários, estamos há dois meses sem receber, pedimos o retorno do pagamento do ticket-alimentação que é uma conquista de mais de 20 anos, o retorno do pagamento do plano de saúde que também é uma conquista de quase 15 anos e nós colocamos tudo isso para a Justiça do Trabalho, foi apresentada para o patronal que infelizmente, perante a Justiça, disse que não tinha condições de atender as reivindicações e que não tem condições de pagar os salários atrasados”, relatou o sindicalista.

Foto: Lucas Dias/GP1Francisco Sousa
Francisco Sousa

“A Justiça do Trabalho tem que tomar uma providência em relação a isso, porque não é justo, trabalhadores estão há mais de 60 dias sem receber salários, tem trabalhador que tá passando necessidade. O TRT tem que tomar uma providência imediata porque ele é quem executa, exerce a lei trabalhista, não sei porque eles não tomam providências, o não pagamento de salário ao trabalhador está acima de qualquer situação negociável, porque o salário é o sustento do trabalhador, assim como o trabalhador é obrigado a executar o seu trabalho, o trabalhador é obrigado a pagar e a Justiça tem que fazer o patrão pagar os salários atrasados”, cobrou Francisco.

Ele disse ainda que se for necessário a categoria vai levar o caso até a última instância na Justiça. “Nós estamos procurando todos os meios, por enquanto procuramos o TRT, queremos que ele intervenha e faça cumprir a lei e se for o caso vamos buscar até as últimas instâncias, nós não podemos é ficar nessa situação de calamidade pública que o trabalhador está passando nesse momento”, desabafou.

Greve

Motoristas e cobradores de ônibus estão em greve há nove dias. A categoria reivindica a realização de acordo coletivo ano 2021, a manutenção do salário no valor de R$ 2.028,00, atualmente está sendo pago R$ 1.941,00 e cobram ainda a reposição de benefícios que os trabalhadores alegam terem sido retirados durante a pandemia de covid-19.

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