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Sintetro rejeita proposta do Setut e mantém greve em Teresina

O Setut apresentou propostas para que os salários atuais sejam mantidos e o ticket alimentação seja calculado com base no aumento de passageiros.

Ocorreu na manhã deste sábado (20) uma nova assembleia entre os trabalhadores e empresários do sistema de transporte público de Teresina, com propostas apresentadas pelo Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) para tentar negociar o fim da greve dos motoristas e cobradores de ônibus, iniciada no último dia 08 de fevereiro. No entanto, após a reunião, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro) rejeitou as propostas e optou pela continuação da greve na capital.

Durante a reunião ocorrida nessa sexta-feira (19), o Setut sugeriu que os salários atuais fossem mantidos e que o ticket alimentação fosse calculado com base no aumento de passageiros dos transportes públicos.

Foto: Lucas Dias/GP1Francisco Sousa
Francisco Sousa

Em entrevista ao GP1, o secretário de previdência e assistência social do Sintetro, Francisco Chagas, detalhou a proposta que foi rejeitada pela categoria. “A proposta de salário é manter o salário atual, que é de R$ 1.941,00 para motorista, R$ 1.068 para cobrador e R$ 1.280 para o fiscal despachante. O ticket alimentação, eles querem colocar como base de cálculo um valor de R$ 584, sendo que esse ticket é apenas essa base de cálculo, em que no dia 01 de março eles pagam 10% desse valor e no mês de abril eles vão pagar um valor no percentual correspondente ao aumento de passageiros. Por exemplo, se tiver 30% de aumento de passageiros, aí eles pegam esses 30% sobre o valor de R$ 584 e nos pagam e assim sucessivamente”, relatou Francisco Chagas.

Foto: Divulgação/SintetroAssembleia realizada neste sábado (20)
Assembleia realizada neste sábado (20)

O Setut também apresentou uma proposta, segundo o Sintetro, para as horas extras e sugeriu uma contratação por tempo parcial, para pagar a metade do salário dos motoristas e cobradores, como explicou Francisco das Chagas.

“Eles querem pagar uma hora extra de 60% com direito à criação do banco de horas, ou seja, o trabalhador faz 10 ou 20 horas por mês, eles não pagam, ele deixa ali guardada, quando chega no final do mês, em um prazo de 60 dias, caso eles precisem dar uma folga para o cobrador, para o motorista ou outro trabalhador, ele dá a folga e não paga essas horas extras. Eles também querem colocar a contratação por tempo parcial, ou seja, querem contratar motoristas e cobradores pagando a metade do salário, mantendo as cláusulas sociais referente à convenção de 2019”, pontuou Francisco.

Os motoristas e cobradores de ônibus apresentaram ainda uma contraproposta que não foi aceita pelo Setut.

Outro lado

O GP1 entrou em contato com a assessoria do Setut na tarde deste sábado, mas o sindicato informou que não vai se posicionar a respeito da assembleia no momento.

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