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Policial é acusado de ameaçar advogado com arma de fogo em Pedro II

O advogado Hartônio Bandeira informou que a confusão após um pedido de entrada na delegacia de polícia de Pedro II.

O advogado Hartônio Bandeira, da cidade de Campo Maior, publicou em suas redes sociais nesta quarta-feira (24), uma denúncia contra um policial civil que teria sacado uma arma de fogo em ameaça durante uma discussão em Pedro II.

Na publicação, o advogado informou que no dia 18 de janeiro deste ano teria ido a delegacia de Polícia Civil de Pedro II para dialogar com o delegado da cidade, porém não havia sido atendido por ele. Com isso, o advogado retornou ao município nesta quarta-feira, 24 de fevereiro, a fim de realizar a conversa, pois segundo ele, o advogado teria a necessidade de receber uma documentação.

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“No dia 18 de janeiro fui até a delegacia de polícia civil em Pedro II, tentei contato com delegado, mas não consegui. Posteriormente, registrei, via WhatsApp, a necessidade de receber documentos. Não fui atendido. Hoje, retornei à delegacia, e, conforme primeiro vídeo, não fui atendido e informado que teria que aguardar meia hora do lado de fora. Sai, aguardei no veículo”, explicou em sua rede social.

Conforme o advogado Hartônio, passado o momento de espera ele entrou novamente na Delegacia de Polícia e, nesse instante, o policial informa que ele não poderia ter o atendimento. Nesse momento o advogado indaga o policial que saca uma arma de fogo em direção dele.

“Passado 30 min, adentro na dependência da DP e o mesmo agente sai transtornado, informando que não atenderia, eu usei a palavra mágica: Tenho prerrogativas para adentrar. Ele saca a arma, diz que sou folgado e que vai atirar. O delegado o contém”, disse.

O que diz o Sindicato dos Policiais Civis do Piauí

O GP1 buscou o Sindicato de Policiais Civis do Piauí (Sinpolpi), na manhã desta quinta-feira (25), para entender o posicionamento do órgão diante da situação. Por meio de nota, o presidente do Sinpolpi, Toni Boson, informou que lamenta a ocorrência.

Como presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Piauí (Sinpolpi) e como cidadão piauiense, lamento a ocorrência do fato, devemos sempre manter a paz e evitar excessos. Não defendemos a conduta do policial civil, pois o profissionalismo deve vir acima de tudo, porém, o que fica de reflexão e alerta é que esse caso isolado pode vir a se repetir por conta da total falta de estrutura para o trabalho do policial civil.
Atualmente, o Sinpolpi vem recebendo inúmeros relatos de policiais que estão esgotados física e mentalmente. Não há estrutura, não há valorização, não há pessoal suficiente para a demanda que só cresce a cada dia. Muitas vezes, principalmente em delegacias do interior, os policiais civis fazem plantões sozinhos, não podem descansar, não podem comer direito, não podem fazer necessidades fisiológicas pois precisam realizar inúmeros atendimentos, além de resguardar o prédio do distrito policial. A longo prazo, nenhum ser humano é capaz de suportar uma situação como essa diariamente.
Em meus 34 anos de Polícia Civil, conheço bem essas situações, pois já tive que enfrentar muitas delas. Diante dessa situação o que podemos é lamentar e cobrar a apuração do caso por parte da Corregedoria da Polícia Civil que, seguramente, trará à luz todo o caso e as ações de ambas as partes, só assim poderemos emitir juízo e cobrar para que as devidas providências sejam tomadas.

Posicionamento da Polícia Civil de Pedro II

O delegado regional de Pedro II, Adalberto Paulo de Castro Junior, também foi procurado pelo GP1 na manhã desta quinta-feira, mas não quis se manifestar.

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