O cineasta Carlos Pronzato, um dos maiores documentaristas do país, está em Teresina para uma programação que une exibições de filmes e a gravação de seu novo trabalho, dedicado à vida e obra do sociólogo piauiense Clóvis Moura.
Em Teresina, ele participa da 1ª Mostra de Arte Engajada do Piauí, que acontece até quinta-feira (11) no auditório do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserm), localizado no Centro da capital. A entrada é gratuita.
Nos três dias de evento, o público terá acesso a obras marcantes da carreira do cineasta. Após cada sessão, haverá bate-papo com Pronzato.
Nesta quarta-feira (10), a partir das 18h, a mostra apresenta “Amilcar Cabral, Coração Pan Africano e Revolucionário”, homenagem ao líder da independência das nações africanas de língua portuguesa. A programação encerra na quinta-feira (11), com a exibição de “1917, a Greve Geral”, uma das produções emblemáticas do diretor.
A mostra é realizada pela Associação Bodoque e conta com produção local de Jairo Araújo e Carla Senna. O evento tem ainda o apoio do Núcleo de Estudos e Pesquisa em História e Memória da Escravidão e do Pós-abolição (Sankofa/Uespi), Adufpi, Sindserm e do Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro (Nepa/Uespi). As entidades também colaboram na produção do documentário sobre Clóvis Moura.
Documentário sobre Clóvis Moura
Além da participação na mostra, Carlos Pronzato está no Piauí para gravar um documentário que marca o centenário de nascimento de Clóvis Moura. Nascido em Amarante, Moura foi sociólogo, historiador, jornalista e escritor, deixando um legado importante para os estudos sobre marxismo, escravidão, raízes negras e as contradições sociais no Brasil.
Recentemente, o cineasta esteve em Amarante, onde registrou depoimentos de familiares e moradores da cidade natal do intelectual. O projeto busca retratar a trajetória de Clóvis Moura e destacar sua relevância para a compreensão crítica da história e da sociedade brasileira.
Trajetória do cineasta
Carlos Pronzato nasceu na Argentina e vive no Brasil desde o final da década de 1980. É cineasta, diretor teatral, escritor, poeta e ativista social, com uma obra marcada pelo compromisso com a cultura, a memória e as lutas populares. Ao longo de sua carreira, já produziu mais de 90 documentários, muitos deles premiados em festivais nacionais e internacionais.
O diretor já foi agraciado com prêmios como o do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais, em 2008, o Roberto Rossellini, no mesmo ano, e o prêmio Liberdade de Imprensa do jornal Tribuna da Imprensa Sindical, em 2017, no Rio de Janeiro.
Thais Guimarães
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