Aos 17 anos, o piauiense Isaque Costa Viana já soma 31 medalhas em olimpíadas científicas nacionais e internacionais. Estudante do ensino médio em Teresina, ele transformou a paixão por química, física e biologia em conquistas que podem abrir portas para universidades públicas por meio da chamada olímpica, sistema que reserva vagas para medalhistas de competições acadêmicas.
“Mais do que as medalhas, aprendi a lidar com desafios que não têm resposta pronta. Cada participação me ensina a me superar, a estudar de forma diferente e a enxergar a ciência como algo vivo, que faz parte da nossa vida”, disse Isaque.
O interesse pelas competições começou no 9º ano, quando decidiu dedicar parte do tempo livre à resolução de provas antigas e grupos de estudo. Desde então, não parou mais.
Orgulho da família
Para o pai, Hélio Viana de Sousa, acompanhar o desempenho do filho é motivo de satisfação e também de surpresa. “A gente sempre incentivou o estudo, mas não imaginava que ele chegaria tão longe. Ver meu filho conquistar tantas medalhas e representar o Piauí é um orgulho imenso para nossa família”, afirmou.
Desafios e oportunidades
Segundo Vilton Soares, Diretor geral do Colégio Propósito, o desempenho desses jovens mostra a importância de se investir em ciência desde cedo. “As olimpíadas desenvolvem competências que vão muito além do conteúdo curricular. Eles aprendem a pensar criticamente, a trabalhar sob pressão e a enxergar erros como parte do processo de aprendizagem”, explica.
As conquistas foram alcançadas em competições que testam conhecimentos em matemática, física, química e biologia, com provas que exigem preparo intenso e capacidade de resolver problemas complexos. Para especialistas em educação, esses eventos contribuem para desenvolver habilidades de raciocínio, criatividade e resiliência.
No Piauí, esses jovens se destacam como parte de uma geração que vê na ciência um caminho de transformação pessoal e social. A escola em que estuda, o Colégio Propósito, oferece apoio a esse tipo de preparação, mas o que impressiona é a dedicação individual de cada aluno.
Além do reconhecimento imediato, as medalhas funcionam como um passaporte para o futuro acadêmico. “As olimpíadas são mais do que competições. Representam oportunidades concretas de ingresso em universidades de ponta”, avalia a direção da escola.
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