A Justiça revogou a prisão preventiva do empresário Igor Medeiros Camarço, proprietário da Autoescola Potencial, acusado de tentativa de homicídio qualificado após um desentendimento envolvendo a instalação de um portão eletrônico, na zona norte de Teresina.
A decisão foi proferida por um juiz da Central de Audiência de Custódia de Teresina, que expediu um contramandado de prisão e substituiu a custódia por medidas cautelares.
O GP1 apurou ainda que a revogação da prisão ocorreu após familiares apresentarem diversos atestados médicos e documentos relacionados ao quadro de saúde mental do empresário. As informações obtidas pela reportagem indicam que Igor Medeiros concordou em se submeter voluntariamente a tratamento especializado, medida considerada pela Justiça ao substituir a prisão preventiva por medidas cautelares.
Declarações polêmicas
Ao deixar o 22º Distrito Policial de Teresina, na sexta-feira (26), Igor Medeiros chamou atenção ao conceder entrevista à imprensa e atribuir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva parte das dificuldades financeiras enfrentadas por seus negócios.
Questionado sobre a acusação de tentativa de homicídio, o empresário negou responsabilidade e afirmou ser vítima da situação.
"Eu sou vítima. Foi legítima defesa. Soltou dois cachorros pitbulls", declarou.
Ao ser indagado sobre a arma utilizada no crime, o empresário respondeu que não se recordava do ocorrido. "Não lembro de nada", disse.
Em seguida, ao ser questionado sobre o uso de medicamentos controlados, afirmou: "O Lula quebrou as minhas pernas aí. Eu tinha quatro autoescolas, 40 colaboradores".
Antes de deixar a delegacia, Igor ainda anunciou uma promoção em uma de suas empresas caso permaneça em liberdade. "Nós fizemos agora uma promoção, dia 4 de junho, o sorvete R$ 2,00. Eu saindo dessa é R$ 1,00", declarou.
Entenda o caso
Igor Medeiros Camarço foi preso preventivamente pela Polícia Civil do Piauí acusado de tentar matar um homem após um desentendimento comercial relacionado à instalação de um portão eletrônico.
Conforme as investigações, o empresário teria efetuado disparos contra a vítima e o crime só não foi consumado devido à intervenção da esposa do homem atingido. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Piauí.
Brunno Suênio
Thais Guimarães
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