A Delegacia de Desaparecidos do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa ( DHPP ) concluiu o inquérito que apura o assassinato da jovem Emilly Yassmyn Silva Oliveira , de 24 anos, encontrada morta e com o corpo carbonizado na Estrada da Alegria, zona sul de Teresina. Foram indiciados Hilton Candeira Carvalho e Carlos Roberto da Silva Sousa pelo crime, conforme confirmou nesta quinta-feira (18) o delegado Jorge Terceiro.

O procedimento foi finalizado no último fim de semana e encaminhado ao Poder Judiciário, juntamente com todos os laudos periciais produzidos durante a investigação. De acordo com o delegado, Hilton foi indiciado por feminicídio majorado, em razão do meio cruel empregado, além dos crimes de ocultação e destruição de cadáver. Carlos Roberto também foi indiciado por participação direta na ocultação e destruição do corpo. Segundo o delegado, o inquérito reúne depoimentos, provas técnicas e laudos oficiais que detalham a dinâmica do crime, desde o desaparecimento da vítima até a localização dos restos mortais em área de mata na zona sul da capital.

Foto: Alef Leão/GP1
Jorge Terceiro

“O procedimento do caso da jovem Emily Yasmin, desaparecida no início desse mês aqui na capital, mas localizada tendo sido vítima de feminicídio aqui em Teresina foi concluído neste último fim de semana. Os dois indivíduos foram indiciados, um deles pelo feminicídio majorado, pelo meio cruel contra a jovem, e também pela ocultação e destruição de cadáver, e o outro indivíduo também por ter auxiliado na ocultação e destruição, também indiciado por esse crime, como autor direto também da ocultação. O procedimento foi concluído, remetido ao Poder Judiciário”, detalhou o delegado.

Os exames periciais foram concluídos e já constam nos autos enviados à Justiça. Entre eles está o laudo genético, necessário porque o corpo da vítima foi encontrado em estado avançado de carbonização, reduzido praticamente à ossada. A perícia comparou o material genético coletado com o perfil do pai de Emilly, que compareceu ao DHPP para fornecer amostra, e a identificação foi confirmada de forma científica.

Foto: Reprodução/WhatsApp
Emilly Yasmyn Silva Oliveira

“Todos os laudos já foram concluídos, também já se encontram com o Poder Judiciário. Inclusive o laudo genético, porque o corpo da jovem foi encontrado apenas na ossada, eles atearam fogo no corpo, mas o laudo genético, comparando com o perfil genético do pai, que compareceu aqui no departamento, foi comparado, deu certo, deu tudo ok. Então já se encontram todos os laudos com o Poder Judiciário”, disse Jorge Terceiro.

Investigação do caso

Conforme as investigações, Hilton Candeira Carvalho, de 37 anos, foi preso no sábado, 6 de dezembro, e relatou à polícia que teria contratado um programa com a vítima pelo valor de R$ 1,5 mil. Ainda segundo o depoimento, após um acerto inicial, ele informou que dispunha de apenas R$ 500, situação que teria provocado uma discussão entre os dois. O DHPP apurou que a briga continuou dentro da residência do suspeito, onde a violência se intensificou.

Sem anúncio no momento

No interrogatório, Hilton declarou que aplicou um golpe conhecido como mata-leão em Emilly e, ao perceber que ela estava desacordada, utilizou um fio de internet para enforcá-la. Após a morte, ele afirmou ter contado com a ajuda de Carlos Roberto da Silva Sousa, conhecido como Neném, de 28 anos, para retirar o corpo do local. Os dois teriam transportado a vítima até uma área de mata, onde tentaram ocultar o crime.

Foto: Divulgação/PC-PI
Hilton Candeira e Carlos Roberto

No local indicado pelo principal suspeito, na Estrada da Alegria, os investigadores encontraram vestígios compatíveis com o relato apresentado. Segundo a Polícia Civil, o corpo foi coberto com galhos, incendiado e deixado na região. Equipes do DHPP realizaram buscas detalhadas, preservaram a área e recolheram materiais que passaram por análise técnica, contribuindo para a consolidação das provas reunidas no inquérito.

Hilton Candeira Carvalho e Carlos Roberto da Silva Sousa foram autuados em flagrante e permanecem à disposição da Justiça. Eles respondem por homicídio qualificado e pelos crimes de ocultação e destruição de cadáver. A Polícia Civil informou que o inquérito seguiu o prazo legal inicial de dez dias para conclusão, período em que foram anexados laudos periciais, histórico dos envolvidos e demais elementos colhidos durante as diligências.