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Polícia conclui que mulher não envenenou cadela da vereadora Thanandra

A delegada Edelniza Viana explicou que finalizou o inquérito sem indiciar a mulher acusada do crime, por não ter sido provada sua participação na morte do animal.

A Polícia Civil do Piauí, por meio da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente concluiu o Inquérito Nº 4691/2020, que indicou a inocência da vizinha acusada de envenenar e matar a cadela Lua, da vereadora Thanandra Sarapatinhas (Patriota).

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, o Instituto de Criminalística do Piauí, em parceira com o Instituto de Criminalística do Maranhão, fez o laudo toxicológico na cadela e não detectou substância tóxica (veneno) no animal e nenhum envenenamento pela substância Carbaril, o que descarta a possibilidade de o produto encontrado na casa da acusada ter relação com a causa da morte.

Foto: Marcelo Cardoso/GP1Acusada sendo presa
Acusada chegou a ser presa

A delegada Edelniza Viana, responsável pela investigação, explicou que finalizou o inquérito sem indiciar a mulher acusada do crime, por não ter sido provada sua participação na morte do animal.

“Nós concluímos o inquérito sem indiciar a suposta autora, porque segundo as investigações, não foi provada a participação daquela na morte do animal, nem foi achado no corpo da cadela o veneno Carbaril. A suposta intoxicação por chumbo, apontada em laudo particular, não tem nenhuma relação com o veneno Carbaril, nem com o veneno popularmente conhecido como chumbinho: Carbaril e o veneno conhecido como chumbinho não tem o metal chumbo em suas composições”, informou a delegada.

Também foi acrescentado aos autos do inquérito um laudo toxicológico particular encomendado pela tutora do animal, no caso a vereadora Thanandra. “De acordo com o material coletado e analisado, não havia no organismo do animal intoxicação por Carbaril ou outro pesticida”, afirmou o diretor da Polícia Técnico Científica, Antônio Nunes.

Entenda o caso

No dia 21 de agosto de 2020 a vizinha da vereadora Thanandra Sarapatinhas foi presa por policiais da Delegacia de Proteção do Meio Ambiente (DPMA) em sua residência na Usina Santana, zona sudeste de Teresina.

Em entrevista ao GP1 à época, a delegada Edenilza Viana explicou que a prisão da suspeita se deu em relação a morte da cadela no mês de julho, fato ocorrido no abrigo de Thanandra. A titular da delegacia pediu o mandado de busca e apreensão, que foi deferido pela Justiça.

Ainda segundo a delegada Edenilza, os policiais da DPMA conseguiram apurar que a vizinha possuía desavenças com a vereadora e por isso acabou sendo a principal acusada.

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