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"João Paulo é inocente", afirma mãe da advogada Izadora Mourão

A idosa de 70 anos disse que não teme ser presa por suposta participação no crime: “não tenho medo, minhas coisas estão todas arrumadas aqui”, afirmou.

A mãe da advogada Izadora Mourão, Maria Nerci, defendeu o filho, João Paulo Mourão, que foi preso acusado de matar a irmã a facadas. Em entrevista à TV Meio Norte na tarde desta terça-feira (16), a idosa afirmou categoricamente que o jornalista é inocente e que não teme ser presa por suposta participação no crime.

Maria Nerci abriu a casa onde reside, que é o local onde o crime ocorreu, no último sábado (13). A princípio, ela afirmou que João Paulo e Izadora eram amigos, mas acabou entrando em contradição no decorrer da entrevista. “João Paulo é sim, inocente, ele era amigo da Izadora, só aconselhava ela”, disse a idosa no começo da conversa.

Questionada sobre o verdadeiro autor do crime, uma vez que defendeu a inocência do filho, a mãe de Izadora sustentou a versão de que a advogada foi assassinada por uma mulher, que entrou na casa alegando ser vendedora de roupas.

Foto: Reprodução/FacebookMaria Nerci e João Paulo Mourão
Maria Nerci e João Paulo Mourão

“Deve ter sido a mulher que veio cobrar ela, não sei quem era, não conhecia, eu abri o portão e autorizei que ela entrasse com ordem da Izadora, nunca tinha visto essa mulher. Ela demorou uns 10 minutos e tinha dito ‘quando eu terminar de conversar com a doutora Izadora eu lhe chamo para a senhora fechar o portão’. Ela me chamou, quando estava saindo eu perguntei o seu nome, ela disse ‘Maria’, ela falou que morava no bairro Santa Fé”, colocou.

A mãe narrou que, após ter levado a mulher até a saída de casa, foi direto lavar umas roupas, e só foi procurar a filha no quarto 10 minutos depois. “Eu fui uns 10 minutos depois no quarto, fui lavar umas roupas, quando eu cheguei lá presenciei a cena dela, ensanguentada”, relatou.

A senhora disse que João Paulo estava dormindo no seu quarto quando tudo aconteceu. “Izadora estava na cama do João Paulo, porque disse que estava com um pouco de tontura, João Paulo estava no meu quarto dormindo”, destacou.

Falso álibi

Maria Nerci disse ainda o porquê de ter chamado uma diarista, e não a polícia, logo após o crime. “Não chamei, porque tinha que ter uma testemunha, chamei a Alzenir, diarista”, declarou. A Polícia Civil, no entanto, já garantiu que a idosa tentou criar um falso álibi para inocentar o filho.

"João Paulo é inocente"

A mãe de Izadora Mourão enfatizou que o filho João Paulo é inocente e que foi “pressionado” pela polícia. “O João Paulo é inocente e eu sou inocente, João Paulo não me pressionou, a polícia que pressionou ele”, frisou.

Ao ser questionada se não tinha medo de ser presa, por suposta participação no crime, Maria Nerci respondeu com muita tranquilidade que não temia qualquer decisão da Justiça. “Não tenho medo, minhas coisas estão todas arrumadas aqui”, disse, se referindo a uma mala cheia de roupas que exibiu na reportagem.

Contradição

No início da entrevista, como já foi dito, a idosa negou que Izadora e João Paulo tivessem qualquer problema, contudo, mais adiante ela apontou que a filha advogada estava “criando” alguns problemas com o irmão jornalista.

“Um dia ela pegou o celular dele e vasculhou as coisas, falou que não era para ele falar mais com as primas dele e que elas davam azar para ele. Eu contei para o João Paulo e disse para a Izadora não mexer nas coisas dele, era o celular do trabalho dele, que era para ela cuidar da vida dela. Ele também pediu para ela não fazer mais isso, não mexer mais”, disse a idosa.

Foto: Reprodução/FacebookJoão Paulo Mourão e a irmã Izadora Mourão
João Paulo Mourão e a irmã Izadora Mourão

Durante toda a entrevista a idosa não demonstrou tristeza pela morte da filha. Em determinado momento, o jornalista comenta que muitos vizinhos se referem à advogada como uma pessoa amável e prestativa e a mãe rebate: “ela nem andava na casa dos vizinhos”.

O repórter tentou mais uma vez falar sobre o sentimento após a tragédia e perguntou como ela lembraria da filha e Maria Nerci falou apenas que Izadora era uma pessoa “boa para os irmãos”.

Delegado Barêtta confronta a mãe

O delegado Francisco Costa, o Barêtta, coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), entrou ao vivo na TV Meio Norte logo após a entrevista da mãe de Izadora Mourão e assegurou que o jornalista João Paulo Mourão, irmão da vítima, é o autor do crime. “Sem sombra de dúvidas, pelos indícios coletados, o autor material do crime é o senhor João Paulo, irmão da vítima”, declarou.

Barêtta disse ainda que a mãe poderá ser indiciada. “Ela provavelmente será indiciada porque ela praticou crime de fraude processual, está devidamente comprovado nos autos do inquérito policial. A participação dela que podemos vislumbrar no momento é a fraude processual quando ela chama uma faxineira para lavar o quarto e para afirmar à polícia que quando ela chegou na casa o irmão estava dormindo”, explicou.

Foto: Alef Leão/GP1Barêtta
Barêtta

O delegado questionou a tranquilidade da idosa durante a entrevista e descartou a hipótese apresentada por ela, de que a autora do crime foi uma sacoleira.

“Quem não conhece uma pessoa que vende roupa, que vende perfume? A calmaria dela é explicada. Temos certeza e consciência que estamos produzindo provas robustas, o crime está comprovado que foi praticado pelo senhor João Paulo, nós não temos dúvidas, e quem quiser preparar malas, desfazer malas, é problema de cada um, a gente vai entregar as provas para o juiz”, finalizou Barêtta.

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