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Sindepol defende delegado de Corrente e critica representação da Aggepen-Brasil

A Ageppen afirmou que vai denunciar o delegado Francisco Joaquim de Carvalho Neto.

Após a Associação de Policiais Penais do Brasil (Ageppen-Brasil) afirmar que vai denunciar o delegado Francisco Joaquim de Carvalho Neto, que é adjunto da Delegacia de Corrente, o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil de Carreira do Piauí (Sindepol) emitiu uma nota em defesa do delegado e Corrente, repudiando as declarações feitas pelo presidente da instituição, Jacinto Teles.

Em nota, o Sindepol esclareceu que o inquérito sobre o caso de um policial penal que estuprou e torturou uma detenta na penitenciária feminina de Picos já foi concluído, e resultou no indiciamento do acusado. Após isso, o Sindepol ressaltou que o delegado de Corrente, ao solicitar a prisão do policial penal, estava exercendo sua função em apoio à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, de Picos.

Além disso, o sindicato frisou ainda que a medida de pedido de prisão passou pelo Ministério Público do Piauí, que inclusive ofereceu denúncia contra o policial penal. Com isso, o Sindepol repudiou as declarações do presidente da Aggepen, que questionou a atitude do delegado e afirmou que iria abrir uma denúncia contra ele, por abuso de autoridade.

Confira a nota do Sindepol na íntegra

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil de Carreira do Estado do Piauí vem, por meio desta, esclarecer à sociedade que o inquérito policial em que se apurou os crimes de estupro e tortura castigo foi concluído pela Polícia Civil do Piauí por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher da Regional de Picos, com o indiciamento do Policial Penal.

O Delegado de Polícia Civil, em obediência a ordem superior da Delegacia Geral, encontrava-se exercendo suas funções juntamente à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher da Regional de Picos, em apoio à Delegada de Polícia Titular daquela unidade policial, assim como já foi designado para exercê-las em diversas unidades policiais de outras cidades.

Quanto à prisão do Policial Penal, é importante frisar que a apreciação da legalidade da sua representação passou pelo crivo do Ministério Público e, por sua vez, do Judiciário, que decretou a prisão. Inclusive, o Ministério Público já ofereceu denúncia contra o Policial Penal.

Repudiamos as declarações do Presidente da AGEPEN, que em defesa do Policial Penal tenta utilizar a imprensa na tentativa de desqualificar a investigação policial realizada pela Polícia Civil do Piauí na apuração de crimes tão graves ocorridos na Penitenciária Feminina de Picos. Essas declarações não intimidam a atuação da Polícia Civil do Piauí. Prestaremos apoio irrestrito ao Delegado de Polícia Civil, com o acionamento da nossa assessoria jurídica para eventuais ações cíveis e criminais.

Higgo Martins

Presidente do Sindepol

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