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Polícia Civil indicia empresário Robert Cronemberger por estelionato contra advogado

Inquérito foi concluído no último dia 7 de abril e encaminhado ao Ministério Público do Piauí.

A Polícia Civil do Piauí, por meio do delegado Sebastião Alves de Alencar Neto, da Delegacia Especializada de Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Contra as Relações de Consumo, indiciou o empresário Robert Cronemberger Guimarães, proprietário da empresa Kiteland Empreendimentos Ltda, pelo crime de estelionato após vender um imóvel no município de Luís Correia, que nunca entregou. A vítima trata-se de um advogado de iniciais O. D. V., morador de Balsas (MA), que pagou R$ 28 mil em parcelas, mas descobriu que o terreno sequer estava registrado em nome da empresa do acusado.

O inquérito foi concluído com indiciamento nessa segunda-feira (7) e encaminhado ao Ministério Público do Piauí. O contrato entre a vítima e o acusado foi firmado em junho de 2022, com promessa de entrega do imóvel em regime de multipropriedade.

Foto: Pedro Oliveira/GP1Emblema da Polícia Civil do Piauí
Polícia Civil do Piauí

A vítima pagou R$ 6 mil de entrada e continuou quitando as parcelas mensais, mas nenhuma escritura foi feita. Quando questionado, Robert Guimarães evitou esclarecimentos e deixou de cumprir promessas de regularização.

Durante as investigações, a Polícia Civil apurou que a Kiteland não tinha condições legais de vender o bem, configurando fraude. O delegado Sebastião de Alencar avaliou que o acusado agiu de má-fé, omitindo informações cruciais sobre a situação do imóvel.

Robert foi intimado várias vezes, mas se recusou a prestar depoimento à Polícia Civil. Documentos anexados ao inquérito, como comprovantes de pagamento e o contrato, comprovaram o prejuízo sofrido pela vítima.

Além disso, o nome da vítima foi incluído em protestos cartoriais, ou seja, em registros formais de dívidas não pagas, que funcionam como um alerta sobre inadimplência. A defesa vítima alegou que a prática foi usada como forma de coerção de Robert Cronemberger para forçar novos pagamentos.

Após a conclusão do inquérito, o documento foi encaminhado para avaliação do Ministério Público, que pode protocolar denúncia contra o empresário pelo crime de estelionato e, posteriormente, ser levada ao judiciário.

Outro lado

Procurado, o empresário não foi localizado para comentar o indiciamento. O espaço está aberto para esclarecimentos.

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