Em meio à crescente preocupação com o déficit público, que já ultrapassa a marca dos R$ 100 bilhões, o Congresso Nacional se mobiliza para tentar conter o rombo nas contas do governo. A Câmara dos Deputados aprovou uma série de medidas voltadas ao aumento da arrecadação, numa tentativa de equilibrar as finanças e evitar novos desgastes na política fiscal da Gestão Lula.
Entre as iniciativas, está a abertura do mercado de energia elétrica, que promete ampliar a concorrência e oferecer mais opções ao consumidor. No entanto, a proposta trouxe polêmica ao incluir cobranças sobre a geração própria de energia, o que gerou críticas de setores que defendem fontes renováveis e autossuficiência energética.
Enquanto isso, o cenário internacional adiciona incertezas. O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump , anunciou uma política comercial pautada no chamado “comércio justo”, em vez do livre comércio, o que pode impactar diretamente as relações com o Brasil. Além disso, um possível acordo entre EUA e China acende o alerta no agronegócio brasileiro, que teme reflexos negativos em suas exportações.
No campo interno, economistas e parlamentares alertam ainda para outro desafio emergente: o avanço acelerado da inteligência artificial. Especialistas preveem que a tecnologia poderá provocar um forte impacto sobre o mercado de trabalho, especialmente entre profissionais da classe média.