Após a decisão do governo de Donald Trump de revogar as tarifas de 40% impostas sobre produtos brasileiros adquiridos pelos EUA, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou por meio de suas redes sociais.

Residente atualmente nos Estados Unidos, Eduardo é acusado de tentar coagir o Judiciário brasileiro a beneficiar seu pai, Jair Bolsonaro, no processo sobre a suposta “tentativa de golpe”. Para ele, a suspensão parcial das tarifas não pode ser atribuída à diplomacia brasileira.

Em uma publicação na rede social X (antigo Twitter), o parlamentar afirmou que a “diplomacia brasileira não teve qualquer mérito na retirada parcial dessas tarifas anunciada hoje”. Segundo ele, “assim como ocorreu com outros países, a decisão dos EUA decorreu apenas de fatores internos, especialmente da necessidade de conter a inflação americana em setores dependentes de insumos estrangeiros”.

A tarifa-Moraes de 50% sobre a maioria dos produtos brasileiros é consequência direta da crise institucional causada pelo ministro Alexandre de Moraes, cujos abusos já preocupam o mundo e afetam a confiança internacional no Brasil. É preciso ser claro: a diplomacia brasileira… pic.twitter.com/Nqk09v3V49 — Eduardo Bolsonaro???????? (@BolsonaroSP) November 20, 2025

Eduardo Bolsonaro também voltou a afirmar que a imposição das tarifas “é consequência direta da crise institucional causada pelo ministro Alexandre de Moraes, cujos abusos já preocupam o mundo e afetam a confiança internacional no Brasil”. Moraes é o relator do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e dos demais casos relacionados aos atos de 8 de janeiro.

Para o deputado, a decisão do governo americano está ligada à necessidade de mostrar “resultados rápidos” à população, de forma que a queda da inflação seja percebida antes das eleições legislativas de 2026 nos Estados Unidos.

A ordem foi assinada por Trump nesta quinta-feira (20) e determina o fim da tarifa de 40% sobre determinados produtos agrícolas brasileiros, com aplicação retroativa a 13 de novembro. Café, carne bovina, petróleo, frutas e peças de aeronaves estão entre os principais itens exportados pelo Brasil aos EUA que deixam de ser atingidos pelas sobretaxas impostas no início do tarifaço.

Sem anúncio no momento

Com a assinatura da nova ordem, o decreto de 30 de julho é revertido. Na ocasião, o governo americano havia justificado as sobretaxas como parte de uma “emergência nacional”, supostamente causada por políticas e condutas do governo brasileiro consideradas “incomuns” e prejudiciais às empresas dos EUA, à liberdade de expressão, à diplomacia e à economia do país.