A equipe jurídica de Jair Bolsonaro manifestou surpresa diante da decisão que levou o ex-presidente à prisão preventiva na manhã deste sábado (22). A ordem partiu do ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal ( STF ), e foi recebida pelos advogados como um ato inesperado e preocupante.
Os defensores Celso Vilardi e Paulo Amador da Cunha Bueno anunciaram que irão recorrer imediatamente, alegando que Bolsonaro enfrenta um quadro de saúde frágil que, segundo eles, poderia ser agravado pelo encarceramento. A defesa afirma que a medida extrema coloca a integridade física do ex-presidente em risco.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal, na manhã deste sábado (22), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília por volta das 6h35. Não se trata do início do cumprimento da pena por golpe de Estado. O motivo alegado pela prisão foi garantia da ordem pública depois de uma vigília uma próxima ao condomínio em que Bolsonaro mora.
Para os advogados, porém, a justificativa é desproporcional e ignora princípios constitucionais relacionados ao direito de reunião e à liberdade religiosa. Após a detenção, Bolsonaro foi encaminhado à Superintendência da PF no Distrito Federal, onde permanecerá provisoriamente em uma cela especial.