O ministro Cristiano Zanin , do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou que o presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino , marque o julgamento da ação contra os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE).

Os três parlamentares são acusados de envolvimento em um esquema de desvio de recursos obtidos por meio de emendas parlamentares. Segundo informações da Procuradoria-Geral da República (PGR), eles integravam uma organização criminosa e praticaram corrupção passiva ao solicitarem R$ 1,67 milhão em propina ao então prefeito de São José do Ribamar (MA). Em troca, teriam desviado mais de R$ 6 milhões em emendas da área da saúde do município.

Foto: Rosinei Coutinho/STF
Ministro Cristiano Zanin

De acordo com as investigações, Josimar Maranhãozinho seria o líder do grupo, responsável por coordenar as emendas parlamentares indicadas e realizar os pagamentos aos demais envolvidos. Bosco Costa, por sua vez, teria utilizado contas bancárias da esposa e do filho para repassar verbas relacionadas ao esquema. O caso também teria ligação com lobistas e com o agiota conhecido como “Pacovan”, já falecido.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação dos três réus pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. Além das penas criminais, a PGR solicita a perda dos mandatos parlamentares e o pagamento de indenização por danos morais coletivos. Também são réus no processo Thalles Andrade Costa, Gildenemir de Lima Sousa, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha.

Além de liberar o caso para julgamento, o ministro Cristiano Zanin concedeu cinco dias adicionais para que Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha apresentem suas alegações finais, que não foram recebidas dentro do prazo original.

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