A economia brasileira encerrou o terceiro trimestre praticamente parada, com alta de apenas 0,1% no PIB , segundo dados do IBGE . O desempenho fraco reforça o esgotamento do fôlego econômico em um cenário de crédito caro e famílias pressionadas. Mesmo com o desemprego em níveis historicamente baixos, a combinação de juros elevados e renda lenta travou a expansão da demanda.
O período somou R$ 3,2 trilhões em produção, impulsionado principalmente pela Indústria, que cresceu 0,8%, e pela Agropecuária, com avanço de 0,4%. Já os Serviços, setor mais representativo da economia, ficaram praticamente estáveis, evidenciando a fragilidade da atividade doméstica. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o PIB subiu 1,8%, sustentado pela forte expansão agropecuária.
O consumo das famílias mostrou perda clara de ritmo, crescendo só 0,1% em meio ao peso da Selic em 15%. O aperto no crédito e o aumento do endividamento comprometeram o impulso consumidor, enquanto o consumo do governo avançou 1,3%. Os investimentos registraram alta de 0,9%, após um trimestre negativo, indicando uma recuperação mais pontual do que estrutural.
No setor externo, as exportações subiram 3,3%, favorecidas pela demanda internacional por commodities brasileiras. O movimento ajudou a compensar parte da fraqueza interna, mas não suficiente para transformar o trimestre em um período de retomada consistente.