A possibilidade de um impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é vista como algo inviável de acontecer, mesmo diante de cenários onde a maioria seja de direita no Senado. A análise é do ministro Gilmar Mendes .

Para o ministro, a configuração política atual não mostra que esse tipo de medida ganharia força suficiente para se desenvolver no Congresso.

Foto: Gustavo Moreno/STF

Gilmar Mendes

Na quarta-feira (03), o ministro decidiu limitar à Procuradoria-Geral da República (PGR) a atribuição de apresentar denúncias contra ministros do STF. Segundo Mendes, a legislação de 1950, que regulava o impeachment com base na Constituição de 1946, já está defasada. A iniciativa foi fortemente criticada.

O ministro aproveitou a oportunidade para comentar as dificuldades enfrentadas pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), adiar a sabatina prevista para 10 de dezembro. A sabatina de Messias foi remarcada para 2026. Segundo Alcolumbre, o adiamento ocorreu porque o governo não encaminhou um documento necessário, e ele utilizou esse fato para criticar suposta interferência do Executivo na agenda legislativa.

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