Na manhã desta sexta-feira (18), a Polícia Federal cumpriu uma decisão do Supremo Tribunal Federal ( STF ) que incluiu medidas na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e na sede do Partido Liberal. A determinação foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes , em um desdobramento de investigações contra o ex-chefe do Executivo.

Parlamentares e lideranças da esquerda reagiram rapidamente à operação, celebrando o que consideram um passo importante na responsabilização do ex-presidente. A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) declarou que a iniciativa demonstra que “a Justiça está agindo e ninguém pode se esconder”. Já Maria do Rosário (PT-RS) afirmou que a ação mostra que Bolsonaro começa a ser cobrado por supostos crimes cometidos contra o país.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) classificou a decisão como uma resposta contundente às ameaças contra o sistema judiciário e a democracia. Para ele, a medida era necessária para resguardar o andamento do processo penal e evitar possíveis manobras golpistas. Lindbergh lembrou ainda que alertas haviam sido feitos desde março sobre riscos de fuga e interferência externa, além de pedidos para restringir a liberdade do ex-presidente.

Ele também citou o episódio envolvendo Carla Zambelli e investigações relacionadas à tentativa do ministro Tarcísio de Freitas de facilitar uma possível evasão de Bolsonaro, fatos que reforçaram os pedidos ao STF e à Procuradoria-Geral da República.

Outros parlamentares do PSOL reforçaram o tom de comemoração. Fernanda Melchionna (RS) declarou que o período da impunidade chegou ao fim e que o ex-presidente precisará responder pelos seus atos, qualificando o dia da operação como um marco histórico. Sâmia Bomfim (SP) ressaltou que o cerco está se fechando e que espera pela prisão de Bolsonaro para que ele pague pelos supostos crimes cometidos contra a nação.

Guilherme Boulos (SP) também comemorou a ação, afirmando que o Brasil não permitirá que golpistas fiquem impunes e que a decisão representa um avanço no combate às tentativas de desestabilização democrática.

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