O Governo do Brasil foi criticado pelo Ministério de Relações Exteriores de Israel por duas decisões: aderir à ação da África do Sul para investigar um suposto “genocídio” em Gaza e retirar o país da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA).

“A decisão do Brasil de se juntar à ofensiva jurídica contra Israel na CIJ, ao mesmo tempo em que se retira da IHRA, é uma demonstração de uma profunda falha moral. Numa época em que Israel luta por sua própria existência, voltar-se contra o Estado judeu e abandonar o consenso global contra o antissemitismo é imprudente e vergonhoso", afirmou o ministério.

Foto: Alan Santos/Presidência da República
Benjamin Netanyahu

O Brasil aderiu à IHRA, como observador, em 2021 no governo de Jair Bolsonaro . A saída do IHRA ainda não foi comunicada oficialmente pelo Itamaraty .

Brasil e Israel

Desde 2023, quando Lula reassumiu a presidência, a relação entre os países vem se deteriorando. O petista já se tornou persona non grata em Israel, segundo críticos do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Desde o início da guerra, o Governo Lula emitiu 64 notas condenando ações israelenses no Oriente Médio, enquanto apenas dez notas criticaram atos terroristas do Hamas.

Em fevereiro de 2024, Lula chegou a comparar as ações de Israel em Gaza ao Holocausto de judeus na Segunda Guerra Mundial, o que o tornou persona non grata no país.

Sem anúncio no momento

Os ataques israelenses a alvos nucleares do Irã também foram condenados pelo Governo Lula.