Nesta quarta-feira (13), o Senado aprovou a advogada Verônica Abdalla Sterman para ocupar uma vaga de ministra no Superior Tribunal Militar (STM). O cargo é destinado a representantes da advocacia e foi indicado pelo presidente Lula da Silva e membros do PT. Contudo, Verônica é acusada pela oposição de maquiar o seu currículo acadêmico.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirma que a informação de que Verônica concluiu mestrado em Direito é falsa. A pós-graduação é citada em seu perfil na rede social corporativa LinkedIn. Apesar da denúncia, a informação permanecia na plataforma até as 23h10 desta quarta-feira, 13. Onde a advogada afirma ter concluído o curso, a Universidade de São Paulo (USP), confirmou que a estudante se desligou do programa antes do final.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Janja da Silva, Lula da Silva, Verônica e Gleisi Hoffmann

Segunda indicação

Verônica será a segunda mulher a integrar o STM, com a aprovação no Senado, ao lado da atual presidente, ministra Maria Elizabeth Rocha, outra indicada pelos petistas. A cadeira do ministro José Coêlho Ferreira deve ser assumida pela nova magistrada.

Além de questionamentos, a indicação de Verônica também gerou indignação em razão do dossiê elaborado e apresentado pela oposição. Apesar das provas robustas quanto à improcedência das informações, parte do Senado cedeu aos apelos e aos interesses do PT.

O mestrado não está registrado na plataforma Lattes. Por sua vez, a USP reforçou não haver a defesa de tese por parte de Verônica na área de processo penal relacionada ao curso de mestrado. Também informando não existir trabalho sob autoria da advogada em seu sistema de catálogo. A advogada afirma, no currículo que o Palácio do Planalto divulgou, ter “realizado mestrado em Direito Processual Penal pela Universidade de São Paulo, com projeto de qualificação aprovado em 2018”.

Os parlamentares de oposição acreditam que as informações que a candidata a ministra do STM divulgou teriam induzido o relator, o senador Jaques Wagner (PT-BA), a considerá-la apta ao cargo, mas não impediram a aprovação no plenário.

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