O ex-presidente Jair Bolsonaro tem recebido, desde o início de sua prisão domiciliar, um fluxo constante de aliados. Sob a supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a casa no Jardim Botânico se tornou ambiente para conversas reservadas e articulações políticas.

Novos encontros foram autorizados para esta semana pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A lista de visitantes foi ampliada, incluindo figuras da alta cúpula do Partido Liberal (PL) e de outras siglas. Permitidas entre 10h e 18h, as visitas seguem regras rígidas: o uso de celular continua proibido.

Foto: Isac Nóbrega/PR
Jair Bolsonaro

Dentre os autorizados a visitar o ex-presidente estão o senador Rogério Marinho (PL-RN), o deputado Altineu Côrte (PL-RJ), o vice-prefeito de São Paulo Ricardo Mello Araújo (MDB) e o deputado Tomé Abduch (PL-SP).

A defesa de Bolsonaro formulou pedido ao STF – antes da autorização – alegando que a presença de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, seria essencial para a integridade emocional e física do ex-presidente.

Seguindo um trâmite específico, cada solicitação entra em uma fila por ordem de chegada e é avaliada individualmente por Moraes, que mantém controle direto sobre as autorizações.

Mesmo cumprindo a reclusão, Bolsonaro continua ativo em análises políticas, conforme relatam os visitantes.

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Autorização para receber profissionais da saúde

Além de lideranças políticas, o ex-presidente também tem autorização para receber quatro profissionais da saúde, sem necessidade de aviso prévio. O ministro Alexandre de Moraes autorizou os atendimentos desde que estejam dentro dos parâmetros legais, com base em prerrogativas médicas.

Os profissionais, já envolvidos nos cuidados anteriores à prisão, incluem o cirurgião Claudio Birolini e o dermatologista Leandro Santini Echenique, que fazem parte da equipe médica.