A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), se manifestou neste domingo (7) em defesa do pedido de prisão preventiva do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), feito pela Advocacia do Senado. A medida foi solicitada após reiteradas ofensas de Ciro à prefeita de Crateús (CE) e ex-senadora Janaína Farias (PT), classificadas por Gleisi como “gravíssimas” e exemplo de “machismo repugnante”.
A ação protocolada pela Advocacia do Senado está vinculada a um processo por violência política de gênero movido pelo Ministério Público Eleitoral. O caso teve início em 2024, quando Ciro passou a fazer declarações ofensivas contra Janaína, à época senadora, incluindo comentários considerados sexistas. Em abril daquele ano, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios condenou o pedetista a pagar R$ 52 mil de indenização à prefeita.
De acordo com o pedido, Ciro teria mantido o tom ofensivo mesmo após a condenação, utilizando entrevistas e publicações em redes sociais para atacar Janaína. A petição solicita medidas cautelares, como a proibição de contato e a manutenção de distância mínima de 500 metros da vítima, além da prisão preventiva para garantir sua integridade física.
O juiz da 115ª Zona Eleitoral, Victor Nunes Barroso, determinou o envio do caso à Polícia Federal para apuração de possível crime de perseguição. A Advocacia do Senado argumenta que há risco concreto para a segurança de Janaína Farias, enquanto a defesa de Ciro, representada pelo advogado Walber Agra, sustenta que não há requisitos para a prisão preventiva e questiona a legalidade do pedido.