O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, teve seu pedido para vender cinco carros de luxo do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), negado pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (16). Os carros foram apreendidos com o senador durante busca na Operação Lava Jato.
Investigadores acreditam que os carros apreendidos (um Porsche, uma Ferrari, um Bentley, uma Lamborghini e uma Range Rover) foram adquiridos com propinas resultantes de desvios da Petrobras.
O ministro autorizou a devolução dos veículos na condição de que o senador permanecesse como “fiel depositário”, determinando que os documentos dos carros fiquem detidos no órgão de trânsito. A medida serve para impossibilitar a venda dos automóveis, que são objeto de investigação.
Teori aceitou o argumento da defesa de que os carros precisam de manutenção específica e poderiam perder o valor se não recebessem cuidados. A lei afirma que bens apreendidos não podem ser restituídos se ainda servirem de investigação, ter sido usado para cometer crime ou produto do delito. Apesar disso, a lei permite que o dono permaneça como fiel depositário para a preservação.
Se for comprovado que os casos foram comprados com dinheiro desviado de recursos públicos, eles serão transferidos ao poder público.
Imagem: Ueslei Marcelino/ReutersClique para ampliar
STF nega pedido de Janot para vender carros de luxo de Collor
Janot fez o pedido em julho de 2015, quando os cinco veículos foram apreendidos e também após decisão do ministro Teori Zavascki, de outubro, de devolver quatro deles ao senador, a pedido de defesa, para que fossem conservados.
STF nega pedido de Janot para vender carros de luxo de CollorInvestigadores acreditam que os carros apreendidos (um Porsche, uma Ferrari, um Bentley, uma Lamborghini e uma Range Rover) foram adquiridos com propinas resultantes de desvios da Petrobras.
O ministro autorizou a devolução dos veículos na condição de que o senador permanecesse como “fiel depositário”, determinando que os documentos dos carros fiquem detidos no órgão de trânsito. A medida serve para impossibilitar a venda dos automóveis, que são objeto de investigação.
Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters
STF nega pedido de Janot para vender carros de luxo de Collor
STF nega pedido de Janot para vender carros de luxo de CollorTeori aceitou o argumento da defesa de que os carros precisam de manutenção específica e poderiam perder o valor se não recebessem cuidados. A lei afirma que bens apreendidos não podem ser restituídos se ainda servirem de investigação, ter sido usado para cometer crime ou produto do delito. Apesar disso, a lei permite que o dono permaneça como fiel depositário para a preservação.
Se for comprovado que os casos foram comprados com dinheiro desviado de recursos públicos, eles serão transferidos ao poder público.
Andressa Martins
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