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Política

Ex-vereador Jerônimo assassinado no RJ queria voltar à política

Ex-policial queria concorrer à Câmara e promovia reuniões políticas em casa.
Por Estadão Conteúdo

Assassinado a tiros de fuzil na tarde desta quinta-feira, 4, o ex-vereador do Rio Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho, de 73 anos, mantinha atuação política na região de Campo Grande, na zona oeste do Rio, e preparava sua volta à vida pública. Nas redes sociais, o ex-vereador pelo PMDB se apresentava como pré-candidato a deputado federal, indicava candidatos aos eleitores e postava vídeos sobre ações sociais na região. Também organizava atos políticos em sua casa, convidando moradores a acompanhar. Jerominho era apontado como fundador da maior milícia (grupo paramilitar com proteção política) do Estado, a antiga “Liga da Justiça”.

Na noite de segunda-feira, 1º, Jerominho reuniu dezenas de pessoas para anunciar seu apoio ao coronel da PM Sergio Porto (PROS), pré-candidato a deputado federal, e ao vereador de São Gonçalo Jalmir Junior (PRTB), que chegou a assumir como deputado estadual na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) por ter sido eleito suplente nas últimas eleições. “Tenho certeza que a população estará bem representada com esses dois homens”, publicou Jerominho um dia antes, com uma imagem dos dois pré-candidatos.

No fim de junho, a filha dele, Carminha Jerominho, postou um vídeo em que o pai está ao lado dos dois pré-candidatos. Ele chamou Porto de “meu amigo do peito” e elogiou a atuação política de Jalmir.

Ex-vereador ficou preso por dez anos

Ex-policial civil, Jerominho foi preso em 2007. Cumpriu pena até 2018. Este ano, voltou a ser preso, mas foi liberado pela Justiça. Além de atuar nos bastidores, o ex-vereador preparava sua volta oficial à cena política pelo Patriota, partido ao qual estava filiado.

Jerominho coordenava um centro social em Campo Grande, que tem a ‘Carreta da Saúde’ como uma de suas principais vitrines. Ela é mostrada nas diversas redes sociais dele e de apoiadores. O ex-policial foi baleado por homens não identificados até o momento, por volta das 15h desta quinta-feira, quando estava do lado de fora dessa instituição. Ele foi atingido por três homens que se aproximaram de carro, desceram do veículo e usaram fuzis para executá-lo, fugindo instantes depois. Socorrido no Hospital Oeste D’Or, ele não resistiu. Seu cunhado, também ferido no ataque, foi levado para o Hospital Rocha Faria.

Desde quinta, tanto as postagens no Facebook quanto no Instagram têm recebido mensagens de apoiadores lamentando a morte do “Coração Valente”, como Jerominho era conhecido no bairro. As redes de seus afilhados políticos, contudo, não receberam atualização até a publicação desta reportagem.

Vídeos do momento da execução de Jerominho foram compartilhados por moradores da região. Abaixo, veja imagens publicadas pelo perfil ‘Milícia RJ News’, que compartilha denúncias sobre milícias no Rio no Twitter.

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