As orientações serão disseminadas nas urgências e emergências credenciadas ou não ao Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de uma cartilha a ser elaborada pelo Ministério, tomando como base as sugestões do protocolo.
De acordo com a gerente de Atenção à Saúde da Sesapi, Rosa Milanez, os estados deverão receber o material e o protocolo do MS dentro dos próximos dias. “Esta é uma medida que todas as Secretarias Estaduais de Saúde deverão seguir. Brevemente, o Ministério passará estas informações, que deverão ser adotadas, visando capacitar os profissionais e assim dar mais agilidade neste tipo de ocorrência”, explica.
O material que será enviado pelo governo federal vai oferecer orientações que vão desde o tratamento da ferida e da dor, iniciando por itens como o reconhecimento do tipo de queimadura, a gravidade, tratamento imediato de emergência e a extensão da lesão, forma de atendimento até a transferência para as unidades de tratamento de queimaduras.
A nova forma de atuar do Ministério da Saúde pretende disseminar as informações e a capacitação de toda a equipe das unidades de saúde da rede pública, buscando assim o aprimoramento no chamado primeiro atendimento para, consequentemente, reduzir o sofrimento e as possíveis sequelas dos pacientes com queimadura.
Aprimoramento - As informações contidas no documento servirão de guia para o treinamento permanente aos profissionais. Em breve o MS publicará uma portaria, ainda sem data prevista, com o objetivo de instalar também o Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (Samu) Especializado.
Atualmente, cerca de dez pessoas dão entrada por mês na unidade de queimados do Hospital de Urgência de Teresina (HUT). O coordenador da unidade, médico Deni Berg, afirma que o protocolo chega em boa hora para dar mais agilidade a este tipo de atendimento.
“Diariamente, atendemos os chamados médios e grandes queimados. Essas pessoas agora passarão a ter um atendimento mais eficaz, já que o Ministério da Saúde está dando a atenção que há muito nós, médicos, esperávamos. Através deste protocolo esperamos que as unidades de saúde do Piauí possam diminuir a agonia dessas pessoas através da melhora do atendimento”, frisa.
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