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Saúde

Médicos denunciam criação ilegal de cargo no Samu e afirmam que estão sofrendo represálias

Em nota, a Fundação Municipal de Saúde esclareceu que está investigando as denúncias apresentadas e que, caso sejam comprovadas, serão tomadas as devidas medidas judiciais e admini

Um grupo de médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Teresina denunciou ao Portal GP1 que estão sofrendo represálias por conta de matéria publicada no último dia 21, em que foram feitas denúncias e reivindicações.

Os médicos reivindicam desde o início da gestão atual eleição para a escolha de um médico coordenador da própria classe, pois, segundo eles, houve a indicação de um coordenador médico, Laudimiro César, que, por lei, deveria ser escolhido através de eleição.

Os médicos afirmam que fizeram um pedido oficial à coordenação que foi negado, e depois fizeram um convite para o presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), João Rodrigues, e, na reunião, 99% dos médicos reivindicaram a retirada do coordenador atual e a eleição para a escolha do novo coordenador médico.

Imagem: ReproduçãoJoão Rodrigues(Imagem:Reprodução)João Rodrigues

Outra reivindicação que está levando a um conflito entre classes é a existência do cargo de Operador de Frota. Os médicos explicam que do ponto de vista legal, esse cargo não poderia existir.

Segundo a legislação do Samu, dentro da sala de regulação é necessário a presença de três profissionais (médicos, telefonistas – TARMS, e rádio-operador ) e, de acordo com os médicos, estão sendo mantidas três escalas com sete enfermeiros para manter o cargo de Operador de Frota.

Legalmente, para se criar um cargo é preciso ter uma autorização administrativa, ou seja, só através de lei, pois o regimento do Samu é taxativo. Segundo a denúncia dos médicos, dentro do cargo de Operador, existem atos que são privativos do profissional médico.

De acordo com a denúncia, o cargo de Operador, além de não existir legalmente, foi criado segundo a necessidade da Fundação para melhorar o tempo-resposta, mas os médicos denunciam que servidores de nível médio, que não são efetivamente compromissados com o sistema, comunicam uma ocorrência as ambulâncias pelo rádio e algumas demoram de 20 a 30 minutos, quando o tempo-resposta deveria ser de quatro minutos.

Represálias


A denúncia aponta ainda que, como retaliação, está sendo tirado o segundo turno dos médicos e que outros profissionais estão assumindo o lugar, sendo que a Fundação investiu uma quantia para formação desses servidores para o Samu, e ainda que esse médico já tem um vinculo principal e não tem nenhuma experiência na área, sem formação, para fazer o segundo turno.

Os médicos suspeitam de perseguição e disseram não entender a retirada de um profissional com experiência, contando com o investimento que foi feito pela Fundação, para ser substituído por uma pessoa que não tem formação na área de urgência e emergência.

O grupo de médicos denuncia ainda que estão sendo tiradas gratificações, diminuição de salários e que alguns médicos já estariam sendo cotados para serem transferidos, sendo que a transferência é vetada, a não ser a pedido, e também não pode ser utilizada como um meio de punição, pois antes disso deve ser aberto um procedimento administrativo, com a concessão de direito de ampla defesa, de acordo com o Estatuto do Servidor.

Os médicos informaram que já se reuniram duas vezes com o presidente da Fundação, mas que o cargo permanece, e que até um abaixo assinado entrou em circulação para a retirada de alguns médicos do Samu como forma de retaliação, desencadeado por um atrito entre enfermeiros e profissionais de nível médio e os médicos.

Outro lado

O Portal GP1 tentou contato com o presidente da Fundação Municipal de Saúde que estava em reunião. A Assessoria de Imprensa se prontificou a mandar nota de esclarecimento a respeito das denúncias.

Confira a nota na íntegra

Com relação às denúncias realizadas pelos médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ao portal de notícias GP1, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) esclarece que está investigando as denúncias apresentadas e que, caso sejam comprovadas, serão tomadas as devidas medidas judiciais e administrativas.

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