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Ministério da Saúde seleciona projeto piauiense que vai atender quem vive com AIDS

Dados da Fundação Municipal de Saúde (FMS) apontam que a incidência de AIDS em Teresina é de 7,73 para cada mil habitantes.

O Ministério da Saúde selecionou o projeto "Tecendo Direitos, costurando cidadania", proposto pelo Grupo Matizes, com o objetivo de disponibilizar orientação jurídica às pessoas que vivem com HIV e AIDS. Além delas, o projeto também atenderá a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).

Ao todo foram selecionados 48 projetos para financiamento pelo Ministério. O resultado da fase final da seleção foi divulgado na última quinta-feira, dia 6, no site do Ministério da Saúde. O edital vai destinar R$ 2 milhões a 48 projetos em todo o Brasil que se propõem a fortalecer ações de promoção e defesa dos direitos humanos. A determinação era que eles fossem direcionados às populações discriminadas ou mais vulneráveis à AIDS e às hepatites virais.

Dados da Fundação Municipal de Saúde (FMS) apontam que a incidência de AIDS em Teresina é de 7,73 para cada mil habitantes. Este ano, até agora, foram 62 novos casos da doença contabilizados na capital piauiense.

Em Teresina, o Matizes começa a executar as ações do projeto "Tecendo Direitos, costurando cidadania" a partir de outubro. A meta é atender pelo menos dez pessoas a cada mês, por um período de um ano. O primeiro passo será a reunião das instituições públicas e não-governamentais que declararam apoio ao projeto, para que sejam discutidas as estratégias de atuação.

“Vamos atuar em várias frentes, mas a principal delas é fornecer as orientações jurídicas e, se for necessário e houver interesse da vítima, ajuizar ações em defesa visando reparar a violação de direitos", destaca Marinalva Santana, da diretoria do Grupo Matizes.

No ano passado, o Grupo Matizes começou a desenvolver ações que acabaram por resultar no projeto "Tecendo Direitos, costurando cidadania", selecionado pelo Ministério da Saúde. Na época, o grupo prestava assessoria jurídica e psicológica aos componentes LGBT que viviam com HIV/AIDS. O projeto durou dez meses e atendeu mais de 100 pessoas na capital.

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