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Saúde

Ministério da Saúde investiga 39 casos suspeitos de microcefalia no Piauí

No estado, nenhum caso da doença foi confirmado e também não ouve a confirmação de nenhuma morte por microcefalia

Na tarde desta terça-feira (15), o Ministério da Saúde atualizou os números de casos de microcefalia relacionados ao Zika Vírus. No estado do Piauí, o número de casos investigados aumentou de 38 para 39, até o dia 12 de dezembro.

Esse é o primeiro boletim que detalha os casos confirmados e descartados de microcefalia. No estado, nenhum caso da doença foi confirmado e também não ouve a confirmação de nenhuma morte por microcefalia, segundo o Ministério da Saúde.

No total de casos suspeitos e notificados, foram confirmados 134 e descartados 102 em todo o país. Permanecem em investigação 2.165 casos. Em relação aos óbitos, apenas um foi confirmado e dois descartados. Permanecem em investigação 26 mortes. Esses casos estão distribuídos em 549 municípios de 20 Unidades da Federação.

Teste

O teste para a confirmação do vírus Zika deve ser feito, de preferência, nos primeiros cinco dias de manifestação dos sintomas. Vale ressaltar que o vírus Zika é de difícil detecção, já que cerca de 80% dos casos infectados não manifestam sinais ou sintomas.

Plano nacional


No dia 5 de dezembro, foi lançado o Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia. Trata-se de uma grande mobilização nacional envolvendo diferentes ministérios e órgãos do governo federal, em parceria com estados e municípios, para conter novos casos de microcefalia relacionados ao vírus Zika. O Plano é resultado da criação do Grupo Estratégico Interministerial de Emergência em saúde Pública de Importância Nacional e Internacional (GEI-ESPII), que envolve 19 órgãos e entidades.

O plano é dividido em três eixos de ação: Mobilização e Combate ao Mosquito; Atendimento às Pessoas; e Desenvolvimento Tecnológico, Educação e Pesquisa. Essas medidas emergenciais serão colocadas em prática para intensificar as ações de combate ao mosquito.

Protocolo de Atenção à Saúde

Nesta segunda-feira (14) o Ministério da Saúde lançou o Protocolo de Atenção à Saúde e Resposta à Ocorrência de Microcefalia Relacionada à Infecção pelo Vírus Zika. O documento orienta o atendimento desde o pré-natal até o desenvolvimento da criança com microcefalia, em todo o País. O planejamento prevê a mobilização de gestores, especialistas e profissionais de saúde para promover a identificação precoce e os cuidados especializados da gestante e do bebê.

O principal objetivo do Protocolo é orientar as ações para a atenção às mulheres em idade fértil, gestantes e puérperas, submetidas ao vírus Zika, e aos nascidos com microcefalia. Este plano recomenda, ainda, as diretrizes para o planejamento reprodutivo, a detecção e notificação de quadros sugestivos de microcefalia e a reabilitação das crianças acometidas pela malformação congênita.

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