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Saúde

Hospitais públicos deixam de realizar quase 200 cirurgias no Piauí

Os atendimentos eletivos foram prejudicados por conta da paralisação dos médicos.

Por conta da segunda paralisação dos médicos da rede pública do Estado do Piauí, os atendimentos de saúde considerados eletivos, consultas, exames e cirurgias, serão prejudicados. A categoria paralisou por mais 72 horas, a contar de ontem (05) até a próxima quinta-feira (07).

Conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi), apenas no Hospital Getúlio Vargas (HVG), localizado no Centro da cidade, 1.500 consultas e 100 procedimentos cirúrgicos deixarão de ser realizados.

Imagem: Fátima VieiraHospital Getúlio Vargas (HVG)(Imagem:Fátima Vieira)Hospital Getúlio Vargas (HVG)
O Hospital Infantil Lucídio Portella (HILP), também situado na parte central de Teresina, deixará de fornecer 248 consultas e 37 cirurgias. E no Hospital da Polícia Militar (HPM), são 38 operações não realizadas durante esses três dias.

Entenda

A classe médica reivindica o reajuste salarial que deveria ter acontecer em três etapas: maio de 2016, 2017 e 2018, o enquadramento para determinados profissionais ativos e a revisão do enquadramento para aposentados e pensionistas.

Por conta do descumprimento do acordo por parte do Governo, a categoria resolveu paralisar as atividades como forma de protesto. O primeiro movimento aconteceu na semana passada, de 28 a 30 de junho de 2016.

A Sesapi informou à categoria que não poderá cumprir o acordo – feito em 2015 - por conta das limitações financeiras do estado e nem estipulou prazos. Amanhã, o Sindicato dos Médicos (Simepi) vai se reunir às 19h na sede para decidir sobre a paralisação.

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