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Saúde

'Vamos destruir o vírus e não atacar o governo', diz Bolsonaro

O presidente afirmou que se lockdown por 30 dias acabasse com o problema, ele toparia adotar a medida. 'Mas não vai acabar', disse.

O presidente Jair Bolsonaro pediu nesta segunda-feira, 22, que o foco dos ataques seja direcionado ao novo coronavírus, e não a seu governo. Ele repetiu que é contra a política de lockdown e apelou para que o vírus não seja alvo de "politização".

"Vamos destruir o vírus, e não atacar o governo. Não pode essa questão continuar sendo politizada em nosso Brasil", disse o presidente, em cerimônia no Palácio do Planalto. Bolsonaro também chegou a afirmar que poderia até adotar a política de lockdown por 30 dias. "Se ficar em lockdown 30 dias e acabar com o vírus eu topo, mas sabemos que não vai acabar", declarou.

Bolsonaro afirmou ainda não saber se a doença vai acabar um dia. "Pesquisas sérias dos Estados Unidos mostram que a maior parte da população contraiu o vírus em casa", completou ele. O presidente disse que só mudaria o seu discurso contra políticas de isolamento se fosse convencido da eficácia dessas ações.

"Eu devo mudar meu discurso? Eu devo me tornar mais maleável? Eu devo ceder? Fazer igual a grande maioria está fazendo? Se me convencerem do contrário, faço, mas não me convenceram ainda. Devemos lutar é contra o vírus, e não contra o presidente", insistiu. "Parece que, no mundo todo, só no Brasil está morrendo gente".

"Alguns no Brasil querem que eu decrete lockdown. Me chamam de negacionista ou de ter um discurso agressivo. Respeite a ciência! (O lockdown) não deu certo. Não estou afrontando ninguém. Estou seguindo a OMS", afirmou Bolsonaro, após citar a entrevista.

Bolsonaro elogiou o trabalho desempenhado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. "Orgulho em ter o ministro Pazuello, o trabalho que fez no tocante a vacina", disse. Depois, afirmou que Marcelo Queiroga, indicado para suceder Pazuello, é um "médico experiente" e dará continuidade ao trabalho desempenhado até então na pasta. Bolsonaro admitiu que o ministério será agora "muito mais voltado para a questão da medicina".

O presidente disse que outros países no mundo também enfrentam problemas quanto à vacinação. "Está faltando vacina? Queríamos mais, mas, dentro da disponibilidade do mundo, somos realmente algo excepcional. Qual país do mundo não tem problema com vacina? Contratamos até o final do corrente ano 500 milhões de doses de vacina", afirmou. Prometeu, ainda, que "daqui a poucos meses" o País irá fabricar e exportar imunizantes.

Na tarde desta segunda-feira, 22, Bolsonaro assinou decreto que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Também sancionou projeto de lei em prol de portadores de visão monocular (cegueira de um dos olhos).

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