O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), exonerou o delegado Michel de Sousa Sampaio da função de titular do 1º Distrito Policial de Timon, uma das principais unidades da Polícia Civil no leste maranhense.
A decisão foi oficializada por meio de ato publicado pelo Governo do Estado, atendendo solicitação encaminhada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), por meio do Ofício nº 2.537/2026 – GAB/SSP/MA.
Conforme o documento, Michel Sampaio foi dispensado da Função Especial de Delegado Titular Distrito Interior, Nível FE-9, vinculada ao 1º Distrito Policial de Timon. O ato estabelece efeitos retroativos a 2 de abril de 2026.
A exoneração ocorre em um momento de mudanças na estrutura da Polícia Civil do Maranhão. Até o momento, o Governo do Estado não informou quem assumirá o comando da unidade em substituição ao delegado.
Michel Sampaio esteve à frente do 1º DP de Timon durante investigações de grande repercussão no município e atuou em diversas operações voltadas ao combate de crimes patrimoniais, tráfico de drogas e organizações criminosas.
Rapidinhas
Corregedoria abre investigação contra o delegado Michel Sampaio
A Corregedoria da Polícia Civil do Maranhão determinou a instauração de uma investigação preliminar para apurar supostas irregularidades atribuídas ao delegado Michel de Sousa Sampaio. A medida foi adotada para verificar denúncias envolvendo a conduta funcional do policial civil em face de uma oficial investigadora da corporação.
De acordo com o despacho, a determinação foi fundamentada no artigo 74, inciso II, da Lei Estadual nº 8.508/2006, e no artigo 78, inciso II, do Decreto Estadual nº 28.829/2013. A documentação foi encaminhada ao Serviço de Disciplina da Corregedoria para adoção das providências cabíveis.
Corregedoria deve apurar quatro crimes
Segundo o documento, obtido pela Coluna, serão apuradas possíveis práticas de difamação, perseguição, ameaça e violência psicológica contra a mulher, supostamente cometidas pelo delegado contra a servidora da Polícia Civil.
A investigação preliminar tem como objetivo reunir elementos para verificar a existência de indícios de infração disciplinar. O despacho também determina que o Serviço de Disciplina mantenha a Corregedoria informada sobre as medidas adotadas durante a apuração.
Técnica de enfermagem havia preparado quarto para bebê que tentou sequestrar na Evangelina Rosa
A técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha, indiciada por tentar sequestrar uma recém-nascida na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, havia preparado um quarto em sua residência para receber a bebê.
A informação consta no inquérito concluído pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
Durante as diligências, policiais encontraram objetos e um ambiente estruturado para acolher uma criança, o que, segundo a investigação, reforça a tese de que a ação foi planejada com antecedência.
Gravidez falsa
Outro ponto destacado pela Polícia Civil é que Auricélia simulava uma gravidez havia vários meses. A análise de dados telemáticos e de documentos médicos comprovou que ela não estava gestante, apesar de manter a falsa gestação perante familiares e pessoas próximas.
Os elementos reunidos no inquérito fundamentaram o indiciamento da técnica de enfermagem, que permanece presa preventivamente à disposição da Justiça.
Auricélia permanece presa após indiciamento
A técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha permanece presa preventivamente. Agora, caberá ao Ministério Público analisar o caso e decidir pelo oferecimento da denúncia ou pela adoção de outras medidas processuais.
Investigação ouviu mais de 20 pessoas e analisou câmeras
Segundo o delegado Hugo de Alcântara, responsável pelo inquérito, a Polícia Civil ouviu mais de 20 testemunhas, realizou diligências na maternidade e na casa da investigada, além de analisar imagens do sistema de videomonitoramento. O delegado afirmou que o conjunto de provas permitiu concluir a investigação dentro do prazo legal e embasou o indiciamento de Auricélia.
Namorado acreditava que Auricélia estava grávida
A Polícia Civil descartou a participação do namorado da investigada. Segundo o delegado, ele foi ouvido duas vezes, entregou voluntariamente o celular e as conversas analisadas demonstraram que acreditava na suposta gravidez. A investigação identificou mensagens sobre compra de berço, colchão, pagamento de itens para o bebê e até imagens de ultrassonografias enviadas por Auricélia, que sustentava a falsa gestação desde o ano passado.
Delegado descarta gravidez psicológica
Hugo de Alcântara afirmou que a investigação não trabalha com a hipótese de gravidez psicológica. Segundo ele, esse tipo de condição não leva uma pessoa a manter uma falsa gestação por meses nem a tentar sequestrar um recém-nascido. O delegado também informou que a Polícia Civil não encontrou qualquer documento que comprovasse a informação de que Auricélia teria perdido um bebê recentemente.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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