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Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
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Advogado entra na mira da Polícia Civil por suspeita de ligação com membros do Comando Vermelho em Pedro II

As suspeitas surgiram durante o avanço de investigações do DRACO voltadas ao município.

Uma bomba está prestes a estourar na cidade de Pedro II! A Coluna obteve informações de que um famoso advogado entrou no radar da Polícia Civil do Piauí, diante das suspeitas de envolvimento com membros do Comando Vermelho.

Segundo informações obtidas pela Coluna, o profissional passou a ser alvo de investigação após o surgimento de indícios de uma possível relação com integrantes da facção que possuem conexões com os estados do Ceará e do Rio de Janeiro. A apuração busca esclarecer se o advogado extrapolou os limites da atuação profissional e colaborou de alguma forma com a organização criminosa.

Foto: Izabella Furtado/GP1Viatura da Polícia Civil do Piauí
Viatura da Polícia Civil do Piauí

As suspeitas surgiram durante o avanço de investigações do DRACO voltadas ao desmantelamento da estrutura do Comando Vermelho no Piauí. Ao longo de 2026, diversas operações da Polícia Civil tiveram como foco identificar não apenas integrantes da facção, mas também possíveis colaboradores responsáveis por dar suporte financeiro, logístico e operacional ao grupo.

Fontes ligadas à investigação afirmam que diligências e análises de documentos, comunicações e movimentações financeiras estão sendo realizadas para verificar a extensão do suposto vínculo do advogado com investigados ligados ao Comando Vermelho, inclusive, com o núcleo localizado na Rocinha.

Neste momento, a Coluna não revelará detalhes sobre o caso, a fim de não comprometer o andamento das investigações. Caso os indícios sejam confirmados, o advogado poderá responder pelos crimes que eventualmente forem identificados ao longo do inquérito que segue a todo vapor e promete ter desdobramentos.

Rapidinhas

Promotoria de Pedro II pediu apoio do GAECO

A 1ª Promotoria de Justiça de Pedro II solicitou, ainda em junho de 2024, o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) para ampliar uma investigação sobre a possível atuação de profissionais da advocacia em favor de uma organização criminosa com atuação no município.

Investigação teve início em procedimento criminal

Conforme documentos obtidos pela Coluna, o pedido foi formulado no âmbito de um Procedimento Investigatório Criminal instaurado para apurar a suposta relação de um advogado com uma célula da facção criminosa instalada em Pedro II.

Durante o andamento das investigações, a Promotoria também identificou elementos que motivaram a análise da possível inclusão de uma advogada no rol de investigados.

Documentos fundamentaram pedido de apoio

Entre os fundamentos apresentados pelo Ministério Público estão informações constantes em processos judiciais e documentos anexados ao procedimento investigatório, como procurações que indicariam atuação profissional em favor de investigados apontados como integrantes da facção. O órgão ministerial ressalta, entretanto, que esses elementos ainda estão sendo analisados e integram a fase investigativa.

GAECO foi acionado para aprofundar apurações

Diante desse cenário, a Promotoria requereu o apoio do GAECO para obter dados cadastrais e registros bancários relacionados à investigada. O objetivo é reunir elementos que subsidiem a análise sobre a necessidade e a adequação de eventual pedido judicial de afastamento dos sigilos bancário e fiscal, caso surjam indícios suficientes durante a investigação.

No pedido, o Ministério Público destaca que organizações criminosas costumam movimentar elevados volumes de recursos financeiros e que, em muitos casos, utilizam mecanismos para dificultar o rastreamento do dinheiro, como operações de lavagem de capitais.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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