A Justiça Militar do Piauí condenou o sargento da reserva remunerada da Polícia Militar, Antônio José dos Santos, a três anos de reclusão, em regime inicial aberto, pelo crime de peculato-furto. A decisão foi proferida por unanimidade pelo Conselho Permanente de Justiça (CPJ) da Vara Militar e publicada no dia 7 de maio de 2026.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Militar, o caso ocorreu em abril de 2019, quando o policial, aproveitando-se do acesso que possuía à sala dos agentes penitenciários da Penitenciária Dom Abel Alonso Nuñez, em Bom Jesus, retirou um receptor de TV por assinatura pertencente ao agente penal C. A. N.
Conforme a acusação, o militar levou o equipamento para sua residência, em Cristino Castro, deixando no local outro aparelho de sua propriedade para evitar que a troca fosse percebida. Dias depois, após a vítima descobrir a substituição, o receptor foi devolvido.
Durante o processo, o sargento negou ter cometido o crime e afirmou que houve apenas um engano. Segundo sua versão, ele teria levado seu próprio receptor para testar na antena utilizada na penitenciária e, ao sair, acabou levando o equipamento da vítima por esquecimento. Ainda conforme o réu, a troca foi desfeita no dia seguinte, assim que percebeu o equívoco.
Na sentença, entretanto, a juíza da Vara Militar destacou que as provas demonstraram que o acusado retirou o aparelho sem autorização, aproveitando-se da facilidade proporcionada pela condição de policial militar. A magistrada ressaltou que a substituição do receptor por outro equipamento e a posterior devolução do bem não afastam a configuração do crime de peculato-furto.
O Conselho Permanente de Justiça fixou a pena em *três anos de reclusão*, no mínimo previsto para o crime, a ser cumprida inicialmente em regime aberto. O colegiado também negou ao condenado o benefício da suspensão condicional da pena (sursis).
A sentença ainda determina que, após o trânsito em julgado, o Ministério Público seja intimado para adoção das medidas cabíveis visando eventual processo sobre a perda da graduação militar, cuja competência é do Tribunal de Justiça do Piauí. O sargento poderá recorrer da condenação em liberdade.
Rapidinhas
Lucy Keiko destaca eficiência em investigação que resultou na prisão de suspeita de tentar sequestrar recém-nascido
O delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Lucy Keiko, afirmou nessa quarta-feira (8) que a investigação sobre a tentativa de sequestro de um recém-nascido da Maternidade Dona Evangelina Rosa reuniu provas suficientes para identificar a suspeita e garantir sua prisão preventiva em menos de 24 horas.
Segundo Lucy Keiko, a atuação rápida da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) foi decisiva para o desfecho inicial do caso. O delegado parabenizou a equipe responsável pela investigação e ressaltou que o pedido de prisão preventiva foi representado logo após a identificação da autora. "A investigação está bem evidenciada, com várias oitivas realizadas na maternidade e imagens do circuito interno que mostram toda a movimentação da suspeita", afirmou.
De acordo com o delegado-geral, as investigações também apontam que uma tia do bebê encontrou a criança dentro de uma sacola, o que, segundo ele, evitou que a suspeita deixasse a unidade hospitalar com o recém-nascido. "Imagine se ela consegue sair da maternidade com essa criança. É um crime grave, por isso a Polícia Civil foi muito eficiente em capturá-la rapidamente", destacou.
Investigada por estelionato
O delegado também revelou que a suspeita já é investigada por um suposto crime de estelionato na área da 8ª Seccional de Polícia Civil. Agora, os investigadores irão aprofundar a apuração sobre a vida pregressa da mulher e demais circunstâncias do caso.
Prestes a receber alta
A técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha foi presa na manhã desta quarta-feira (8), no momento em que estava prestes a receber alta do Hospital Areolino de Abreu, em Teresina. O mandado de prisão foi cumprido por equipes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
Segundo a Polícia Civil, os investigadores foram informados de que a suspeita deixaria a unidade hospitalar e seguiram até o local para efetuar a prisão. Em seguida, Auricélia foi conduzida à sede da DPCA, onde prestou depoimento.
Sem gravidez
Exames realizados durante a internação descartaram que Auricélia estivesse grávida. Um teste de beta-hCG teve resultado negativo, reforçando a linha de investigação da polícia.
Gravidez psicológica
A Polícia Civil também apura a possibilidade de a suspeita ter desenvolvido um quadro de gravidez psicológica. Conforme a investigação, a casa dela estava preparada para receber um bebê, e familiares e amigos acreditavam na gestação após um chá de bebê realizado meses antes.
Investigação continua
A técnica de enfermagem permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue reunindo provas para esclarecer todas as circunstâncias do caso, enquanto o Coren-PI também apura a conduta profissional da investigada.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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