Muita gente ainda acredita que quem tem problema cardíaco deve evitar a musculação. Mas a ciência mostra exatamente o contrário: o risco cardíaco durante o treino de musculação é muito baixo — bem menor do que nas atividades aeróbicas.
Durante o exercício aeróbico, como corrida ou bicicleta, o coração mantém uma frequência elevada por um período prolongado. Já na musculação, os esforços são curtos e intercalados por pausas, permitindo que a frequência cardíaca e a pressão arterial retornem rapidamente aos níveis basais. Isso torna o treino mais controlável e previsível, especialmente para quem tem histórico de doença cardíaca.
Além disso, a musculação melhora a força muscular, a função endotelial, o controle da glicemia e a pressão arterial de repouso, reduzindo a sobrecarga do coração no dia a dia. Por isso, hoje, as diretrizes internacionais de cardiologia reconhecem o treinamento de força como parte fundamental da reabilitação cardíaca.
Ou seja: a musculação não só pode, como deve ser praticada por cardiopatas, desde que com acompanhamento profissional e prescrição individualizada.
Mais do que segurança, ela oferece algo essencial: vida longa com qualidade e independência.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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