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Colunista Demóstenes Ribeiro
Educador físico. Sua coluna aborda temas voltados à saúde muscular.
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Por que os grandes bilionários não deixam seus filhos usarem celular

Esses líderes da tecnologia sabem exatamente como esses dispositivos são projetados.

Há um detalhe que pouca gente percebe: enquanto milhões de pais entregam celulares cada vez mais cedo aos filhos, alguns dos maiores bilionários do mundo — justamente aqueles que criaram as tecnologias mais viciantes do planeta — fazem exatamente o contrário. Eles limitam ao máximo, ou simplesmente não permitem, que suas crianças tenham acesso a telas, redes sociais ou smartphones.

E isso não é coincidência.

Foto: Demóstenes RibeiroDemóstenes Ribeiro
Demóstenes Ribeiro

Esses líderes da tecnologia sabem exatamente como esses dispositivos são projetados: para prender a atenção, gerar dopamina, criar dependência e moldar comportamentos. Eles conhecem os algoritmos por dentro, sabem como funcionam e entendem o impacto real que podem causar no cérebro em desenvolvimento de uma criança.

Eles limitam o tempo de exposição às telas porque entendem algo que grande parte da população ainda não percebeu: tela não é brinquedo. É uma tecnologia poderosa, criada para capturar a atenção — e que pode roubar a infância, prejudicar o foco, aumentar a ansiedade e diminuir a criatividade.

A ironia é que os mesmos que criaram essas ferramentas — os que realmente entendem o poder e o risco delas — mantêm seus próprios filhos afastados. Enquanto muitos pais acreditam que estão oferecendo “modernidade”, “conforto” ou “entretenimento”, eles, que conhecem os bastidores, fazem o movimento oposto.

Porque eles sabem que uma criança que passa tempo demais em um celular perde algo precioso: tempo de qualidade, desenvolvimento saudável, criatividade, convivência humana, e até a própria inocência.

Se quem inventou as telas evita oferecê-las aos próprios filhos, isso deveria servir de alerta para todos nós. Talvez o que nossas crianças precisam não é de um celular na mão — é de infância.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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