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Colunista Demóstenes Ribeiro
Educador físico. Sua coluna aborda temas voltados à saúde muscular.
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Para onde vai o dinheiro do CREF? Uma pergunta que muitos profissionais gostariam de ver respondida

A discussão que precisa acontecer não é contra instituições, mas a favor da transparência, da eficiência.

Todos os anos, milhares de profissionais de Educação Física em todo o Brasil pagam suas anuidades ao Conselho Regional de Educação Física, que faz parte do sistema coordenado pelo Conselho Federal de Educação Física.

Esses pagamentos representam uma arrecadação milionária anual — recursos que, em teoria, deveriam retornar em benefícios concretos para a profissão e para a sociedade.
Mas uma pergunta começa a ecoar cada vez mais forte entre os profissionais:

Para onde vai todo esse dinheiro?

Não se trata apenas de curiosidade. Trata-se de transparência, responsabilidade e, principalmente, de respeito com quem sustenta o sistema por meio das anuidades obrigatórias.

Os valores arrecadados são altos. Isso é público. Mas o que muitos profissionais querem entender é como esses milhões são aplicados na prática.

Quanto desse recurso é destinado à valorização da profissão?

Quanto é investido em qualificação profissional acessível?

Quanto retorna em benefícios diretos ao profissional que paga, ano após ano, suas taxas?

Outro ponto que merece reflexão é a questão da transparência.

Existem relatórios financeiros? Sim.

Mas eles são claros, acessíveis e compreensíveis para o profissional comum?

Ou são documentos técnicos que poucos conseguem interpretar e acompanhar?

Transparência não é apenas divulgar números — é tornar as informações compreensíveis e úteis para quem paga a conta.

Além disso, há uma percepção crescente dentro da categoria: muitos profissionais relatam que não sentem retorno prático proporcional ao que pagam.

Perguntas legítimas começam a surgir:

- O profissional está sendo realmente valorizado?

- Existem programas consistentes que fortaleçam a profissão?

- Há investimentos visíveis que impactem diretamente o dia a dia da categoria?

- Ou a arrecadação cresce sem que os benefícios sejam percebidos na mesma proporção?

Não se trata de negar a importância da fiscalização ou da regulamentação da profissão — ambas são essenciais para garantir qualidade e segurança à população.

Mas regulamentar é apenas uma parte da missão.

Valorizar, apoiar e fortalecer a categoria deveria ser outra.

A discussão que precisa acontecer não é contra instituições, mas a favor da transparência, da eficiência e da valorização profissional.

Porque no final das contas, a pergunta que permanece é simples — e profundamente legítima: O profissional de Educação Física sabe exatamente como o dinheiro que ele paga está sendo utilizado?

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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